Assim é Brigitte Bardot, “a moça que gosta de Flores e Gatos”

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Brigitte Bardot em Manina... La fille sans voile (1952)

Brigitte Bardot causou frisson ao aparecer de biquíni em seu filme de estréia, “Manina… La fille sans voile” (1952), de Willy Rozier. No ano seguinte era comum encontra-la em várias matérias que exaltavam seu modo natural, curvas e imensa juventude. A Cinelândia destacava a “radioatividade” dos seus 19 anos sadios e bem postos:

 (Fonte: Cinelândia, 1953, edição 26)
Cinelandia (1955, edição 58)

Com uma imagem forte e com uma independente personalidade, Brigitte conseguia para si todos os flashes, se tornando o maior símbolo sexual da França em pouco tempo. E Cannes ajudou profundamente nisto. Dando uma olhada em revistas brasileiras da época, percebemos que as matérias ajudavam a fomentar sua fama no festival, trazendo sempre fotos, fatos, fofocas e notícias “quentes” sobre suas aparições. Como esta esfuziante corrida pelos jardins ao lado de Kim Novak e Danil Gelin:

(Fonte: O Cruzeiro, de 19 de maio de 1956)

A mesma edição reclamava sobre o estrelismo da atriz e enfatizava o choque do uso de um biquíni com um casaco de peles:

 (Fonte: O Cruzeiro, de 19 de maio de 1956)

O choque parecia ser algo bem comum para as revistas brasileiras. Mas não havia bem um consenso sobre a atriz, que pouco tempo depois ela era descrita de uma maneira diferente na mesma revista: “(…) A estrela fica em seu jardim, primeiro fazendo ginástica, ensaiando passos de ‘ballet’, que segundo diz, conserva a leveza do corpo, a elegância do andar, o desembaraço das atitudes. Depois disso, come algumas frutas e toma café. Às vezes fica horas esquecida no balanço, ou recostada no banco, descansando ao sol. Quando se cansa, vai olhar o canteiro de orquídeas que fez no poço abandonado.” O Cruzeiro, 16 de junho de 1956:

(Fonte: Revista O Cruzeiro, 16 de junho de 1956)

A revista complementa com uma foto da moça sentada nos bancos de Cannes. A legenda, bastante poética, dizia: “Foi assim, tomando banho de sol em Cannes, que Brigitte foi descoberta por numerosos fotógrafos. Ninguém tinha visto um filme seu. Ela, sim, foi logo vista.”:

Revista O Cruzeiro, 16 de junho de 1956

Sua vida pessoal também não era indiferente às revistas, que sempre podiam, atualizavam os fãs sobre os flertes e namorados. Nesta edição de 1957, Brigitte escandalizava a imprensa ao anunciar que se separara de seu marido Roger Vadin. “Divorciei-me de Roger Vadim porque me apaixonei por outro homem. Nada além disso, e nada demais. Mas não voltarei a me casar. Se me casei uma vez foi porque só tinha 17 anos“. Confira:

Cinelandia, edição 115 de 1957

Em tempo:  dois anos depois ela se casaria com Jacques Charrier, com quem teria seu único filho, Nicholas. A atriz continuaria durante vários anos alimentando os tabloides, mesmo após sua aposentadoria das telas em 1976.

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