Brigitte Bardot, sobre Marilyn Monroe

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“Foi lá que eu a vi, e só vi a ela: Marilyn. Encantadora, loira num vestido dourado, com decote até os tornozelos, ela não se embaraçava com o protocolo, todos tinham vontade de beijá-la de tão róseas e frescas que eram as suas faces. Suas mechas rebeldes corriam pelo pescoço e em volta das orelhas, ela parecia ter acabado de sair da cama, feliz e natural!

Pude me ver nos “Ladies” com ela, eu para puxar as minhas mechas e despenteá-las, e p/ descosturar rapidamente o tule que me escondia os seios; ela para mirar-se no espelho, sorrir para si própria à esquerda, depois à direita, cheirando a Chanel nº5. Eu a adorava, olhava para ela fascinada, esquecendo-me de meus cabelos. Gostaria de ser “Ela”, ter a sua personalidade e caráter.

Era a primeira e a última vez em minha vida que a vi, mas fui seduzida em trinta segundos. Dela emanava uma fragilidade graciosa, uma doçura travessa, nunca a esquecerei e, quando fiquei sabendo de sua morte, alguns anos depois, senti uma pontada dolorosa no coração como se um ser muito querido tivesse acabado de me deixar.”

Livro Iniciais BB, autobiografia de Brigitte Bardot.

Vale salientar que à época havia uma certa, não digo rivalidade, mas uma separação: havia os que admiravam mulheres no estilo livre de Bardot e os que admiravam as do estilo de Marilyn. No final, quem não adorava Marilyn?

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Especialista em Cinema Clássico e Crítica Literária, é sobretudo uma curiosa. Fundadora do site Cinemaclássico, estuda o cinema desde 2002. Ama Charles Chaplin, Raj Kapoor e navega constantemente em filmes de todo o mundo.