Quem eram as Stand-ins, Atrizes substitutas das estrelas principais

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As stand-ins substituíam as atrizes principais na ausência destas

 

O cinema trouxe oportunidades de trabalhos para diversos níveis de profissionais. Técnicos, artistas, equipe de maquiagem, figurinistas, cantores que substituíam os atores quando esses não podiam cantar (já falamos nesta matéria sobre eles), dublês e stand-ins.

O trabalho de um stand-in diferenciava-se do de um dublê, utilizado mais em cenas que exigissem alguma ação que o ator ou atriz principal não estivesse preparado (dançar, pular de um penhasco, andar de cavalo, por exemplo). A função básica deste profissional era substituir os atores e atrizes principais em algumas ocasiões em que eles não pudessem ou não necessitavam estar presentes: testes em geral (câmera, iluminação, maquiagem, cabelo…), na ausência das atrizes principais (substituindo em cena, mas tomando-se o cuidado para que o rosto não aparecesse), garantindo assim que o trabalho não parasse.

Não era necessário que o stand-in fosse idêntico ao ator retratado, mas algumas características como ter o mesmo tom de pele, cabelos, altura e peso davam mais credibilidade na hora da substituição. Algumas profissionais se tornaram bem sucedidas e eram chamadas constantemente para trabalhar com atrizes específicas. Fomos em busca de algumas delas:

Caren Marsh foi contratada para ser a dublê das cenas de dança de Judy Garland no filme O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939). 
Até um par de sapatinhos de rubis foi confeccionado especialmente para Caren. Ela foi chamada para substituir Judy também em O Mundo é Um Teatro (Ziegfeld Girl, 1941). Diego Nunes escreveu um pouco mais sobre ela nesta matéria.
Geraldine de Vorak foi a mais conhecida stand-in de Greta Garbo. Além de parecer-se fisicamente com a sueca, Geraldine também era capaz de imitar seu modo de andar e sotaque.
Ela também chegou a trabalhar como atriz. Aqui, no filme Drácula (1931)
Em The Mysterious Lady, Geraldine aparece também como extra ao lado de Greta Garbo.
Estrelas infantis também tinham seus stand-ins. Barbara Sharp foi stand-in de Jane Withers no filme The Holy Terror.
Katherine Doyle trabalhou em alguns filmes como stand-in de Barbara Stanwyck. Mas ela também foi chamada para substituir Katharine Hepburn em alguns de seus filmes.
Marilyn Monroe (dir) ficou muito amiga de Evelyn Moriarty. Aqui, as duas nos sets de The Misfits
Como uma das maiores estrelas da década de 30, Shirley Temple também tinha sua stand-in: Mary Lou Isleib
Mary Lou era 2 cm mais alta que Shirley e nove meses mais velha.
Shirley e Mary se tornaram muito amigas.
Mozelle Miller talvez seja a mais conhecida stand-in por ter trabalhado com Vivien Leigh no mais famoso dos filmes: E o Vento Levou. Ela esteve ao lado da estrela durante todo o período de filmagens e aparece na cena em que Scarlett caminha no meio dos feridos da guerra.
Mais tarde, Mozelle também foi chamada para trabalhar com Vivien em Waterloo Bridge (1940). Ela também substituiu Merle Oberon em algumas ocasiões.
Rita Hayworth e Merle Oberon posando ao lado de suas stand-ins: Ruth Peterson substituiu Rita em diversos filmes. Mozelle Miller também trabalhou como substituta de Merle Oberon.
Pluma Noisom substituiu Claudette em três filmes: Sob Duas Bandeiras, Preludio Nupcial e O Lírio Dourado

 

Sally Sage trabalhou como stand-in exclusiva de Bette Davis em 37 filmes. As duas se tornaram muito amigas, inclusive quando não estavam trabalhando. 
A fidelidade de Bette era tão grande que a atriz fazia questão de garantir contratos que garantissem todos os direitos de trabalho para Sally.
De vez em quando eram promovidos alguns encontros, como este em 1938 que reuniu algumas: Margaret Bryson (Loretta Young), Carole Dietrich e Betty Dietrich (Marlene Dietrich) e Sylvia La Mar (Joan Crawford)
Margaret Bryson (Loretta Young); Virginia Rendel (Mae West), Sylvia Lamar (Joan Crawford), Carol Dietrich (Marlene Dietrich); Betty Fietrich (Greta Garbo) e Ezelle Poullee (Zasu Pitts).
Pluma Noison (Claudette Colbert), Kasha Le Sueur (Joan Crawford), Chris Marie Meeker (Geta Garbo) e Virginia Randall (Mae West)

 

Algumas vezes o trabalho exigia um pouco mais. Quando Jean Harlow faleceu repentinamente em 1937, foi necessário que Mary Dees a substituísse em várias cenas para que o filme fosse finalizado. 

Abaixo, algumas cenas em que Mary Dees apareceu:

 

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