A Árvore da Vida (1957)

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Baseado no único romance do escritor Ross Lockridge e adaptado por Millard Kaufman, Raintree County (A Árvore da Vida), dirigido por Edward Dmytryk conta a história de John Wickliff Shawnessy (Montgomery Clift), um abolicionista idealista que se afasta de uma namorada ao se apaixonar por Susanna Drake (Elizabeth Taylor), uma moça jovem e rica. Os dois se casam quando ela afirma estar grávida, porém a vida em comum torna-se um fardo em sua vida quando ele descobre que ela sofre de transtornos mentais. Frustrado, ele se alista no exército e parte para a Guerra civil Americana. Apesar de ser um vencedor na guerra, ele terá que retornar ao seu lar e aos problemas que deixou para trás.

Um dos pontos fortes do filme é a trilha sonora de Johnny Green ( Easter Parade e West Side Story) e a fotografia de Robert Surtees, que conseguiu mostrar em cenas fortes como as das batalhas na guerra. Encabeçando o elenco, Montgomery Clift envolveu-se em um acidente durante as filmagens e teve que afastar para cirurgias reparadoras e reconstrução da face. O ator voltava de uma festa na casa de Elizabeth Taylor quando seu carro se chocou com uma árvore. O ator jamais voltaria a se recuperar, porém contou com a ajuda de Elizabeth Taylor, sua companheira de filme e amiga de longa data. Segundo relatos, ela, juntamente com Rock Hudson teria salvado a vida do ator.

O acidente fez com que ele ficasse afastado das filmagens por nove semanas, embora com dificuldades. Pensou-se em substituí-lo, porém os custos de produção seriam muito alto e mais uma vez Taylor teria interferido ao seu favor. Por outro lado nem as cirurgias plásticas, nem a maquiagem conseguiram esconder a reconstrução do rosto de Clift, como pode-se perceber comparando fotos de antes e depois.


Apesar de grande investimento dos estúdios e ter uma fotografia magnífica, nem o forte elenco conseguiu fazer com que o filme fosse um sucesso de público. Árvore da Vida foi feito com a intenção de se tornar um novo Gone With The Wind, porém não obteve o mesmo sucesso, por vários motivos. em parte por causa do tempo bastante longo para o filme, que estreando com 168 minutos, após a péssima recepção teve que ser encurtado para 151. A primeira hora de filme corre lentamente, e sem foco. De uma maneira estranha a personagem de Eva Marie Saint não decola. É aquela garota que faz tudo certo, mas sua personalidade parece carecer de uma maior profundidade, culpa do roteiro e não da atriz. O próprio personagem principal, Johnny também parece uma boa pessoa, honrada e leal, porém sem nada a acrescentar, sendo alguém comum.


Outros destaques são Lee Marvin como o amigo e rival , Agnes Moorehead e Walter Abel, porém quem brilha apesar de todos os percalços é Elizabeth Taylor. A atriz conhecida por seus belos olhos violetas apresenta um desempenho sólido e exibe o talento já mostra alguns anos em “A Place in the Sun”. Como Susanna Drake ela surge sedutora ao ponto de fazer John esquecer a antiga namorada para num segundo momento incorporar uma mulher conturbada e difícil, mas que tem plena consciência de seu distúrbio, enxergando-se como um peso nas costas de John e ao mesmo tempo assustando-se com a perspectiva de perdê-lo. As bonecas em seu quarto são entregam o quanto se sente sua criança interior fragilizada. Por sua interpretação a atriz recebeu sua primeira indicação ao Oscar, porém perdeu para a tão competente Joanne Woodward por “Três Faces de Eva”.

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