Documentário abre a intimidade de Debbie Reynolds e Carrie Fisher

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Bright Lights: Starring Carrie Fisher and Debbie Reynolds (2016): Quero falar para vocês o quanto esse filme produzido por Todd Reynolds (filho da Debbie) mexeu comigo e com certeza vai te emocionar. O documentário retrata parte da relação de Carrie e sua mãe Debbie Reynolds, a inesquecível atriz de Cantando na Chuva. Mãe  filha moravam em casas vizinhas, e cada uma mantinha seu estilo. Somos convidados a conhecer a casa de Carrie, sempre tão sincera nas palavras e uma ótima anfitriã. A princesa Leia tem um gosto extremamente exótico na decoração, e abre as portas para mostrar seus objetos e maneira peculiar de decorar seu cantinho. E quer saber? Adorei tudo aquilo. Já me imaginava passeando em sua casa e me jogando naquele sofá maravilhoso e visitando o banheiro que tem um piano. Não pudemos conhecer mais do cantinho de Debbie, que mesmo assim nos mostrou sua bela sala em um estilo mais clássico. Também queria morar lá. Queria ser amiga das duas.

Carrie também fala sobre sua relação com sua mãe, e o quanto foi difícil conviver com a sua bipolaridade aliada com o vício em drogas. Nos seus últimos tempos o vício era em coca cola, que a atriz sempre levava para todos os lugares em que ia. Dentre eles, as convenções de Star Wars, que reúnem fãs da série de filmes e onde a atriz distribuía autógrafos e tirava fotos com todos. Era cansativo, mas uma maneira de conseguir dinheiro, afinal as duas apesar do glamour precisavam se manter. E que delícia perceber que Debbie ensinou sua filha direitinho como tratar um fã. O meeting & greeting com a Carrie era tudo menos formal, e apesar do cansaço ela tratava a todos com muito carinho.

Debbie encontrava-se boa parte do documentário adoentada e fragilizada, e embora tenha previsto que não teria muito tempo de vida, dedicava-se sempre que podia aos seus shows, única maneira de manter-se em pé. Nesse ponto, sua filha comenta o quanto é difícil para a mulher perceber que o corpo não acompanha mais a mente. Debbie estava com 83 anos, e tinha dificuldades de se locomover, embora a mente continuasse tão lúcida quanto no início de sua carreira aos 16 anos.

Durante uma homenagem à Debbie, a filha organiza todos os passos de sua presença e chora ao perceber as dificuldades naturais de sua idade. É triste e saudoso ver Debbie puxando algumas músicas que a eternizaram embora sua voz não seja mais a mesma. Nesse momento a vontade que dá é de coloca-la no colo. O público responde com amor e respeito e pede que não se vá. Triste também é perceber sua dor ao ter que se despedir de muitos itens de sua coleção, já que não consegue mais manter os figurinos e itens decorativos das produções hollywoodianas. Mas os sapatinhos de Judy Garland em O Mágico de Oz ela guardou. Eu também guardaria, Debbie.

O que temos aqui é um exemplo de uma relação que foi crescendo aos poucos e embora com grandes percalços foi se ajustando ao longo dos anos. Carrie frisou que sua mãe era sua melhor amiga nesta fase. E é comovente assistir ao filme sabendo que de fato uma não sabia viver sem a outra. Todo meu amor pelas duas e pelo Todd, que é o maior admirador das duas. Terminei do documentário me sentindo mais íntima das duas e corroborando a impressão maravilhosa que eu tinha sobre as duas.

O documentário foi produzido pelo HBO,  e a equipe do Dias de Cinefilia fez a enorme gentileza de fazer uma legenda em português para nós, os fãs. Para quem quiser assistir, seguem os links para download:

Filme em torrent
Legenda no Opensubtitles

Debbie entre Todd e Carrie

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