A Flor do Pântano (1957)

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Curioso. Leslie Nielsen ficou conhecido sobretudo pelas comédias que protagonizou a partir da década de 80. Ele era aquele senhor de cabelos brancos e que com seu jeito cínico fazia rir em “Corra Que a Polícia Vem Aí” e “Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu”. Esses filmes serviram para aumentar o seu número de fãs e torna-lo inesquecível em sua carreira como um ator de comédias. Para as gerações atuais é difícil compreender, mas o ator, belíssimo em sua juventude, já foi considerado um grande galã, participando de produções ao lado de grandes damas do cinema, como Elizabeth Taylor e Debbie Reynolds. Com esta última protagonizou uma graça de filme, Tammy and the Bachelor.


Debbie vivia um bom período desde que protagonizara ao lado de Gene Kelly em “Cantando na Chuva”. A atriz se tornou rapidamente uma das queridinhas dos grandes musicais, com sua presença doce e voz marcante. Tammy veio para entrar na galeria de suas personagens mais cativantes. Curiosamente ela estava grávida durante as gravações, e já tinha 25 anos, quando sua personagem contava apenas 16.

A música tema foi escrita por Jay Livingston e Ray Evans e é uma daquelas que grudam na cabeça de qualquer ouvinte durante um bom tempo. E o filme ajuda, repetindo-a em diversas ocasiões desde a abertura. Mas isso não é um problema já que é muito agradável. Isso explica porque ficou 23 semanas no Top 40, sendo indicada para o prêmio de Melhor Música do Oscar daquele ano.

Tammy é cativante por todos os motivos, pelo clima jovial dos anos 50, pelas berrantes cores em technicolor, pelo tom suave, pela personagem pura e incontaminável. Por todos esses motivos estava sempre presente nas antigas sessões da tarde da Rede Globo na década de 80.
Recebendo o título nacional de “A Flor do Pântano” traz a história de uma adolescente que vive com seu avô em uma casa perto do pântano. Sua melhor amiga é Nan, uma pequena cabrita com quem ela passa os dias conversando. O lugar é bucólico, porém solitário, e a garota tem poucas perspectivas em conhecer o mundo.

Sua vida dá uma reviravolta quando ela resgata um belo rapaz que sofreu um acidente de avião. Peter Brent, que vive com sua família em uma enorme mansão. Claro que Tammy irá se apaixonar pelo jovem de olhos azuis, e terá a oportunidade de ficar mais juntinho dele quando seu avô é preso e ela vai passar um tempo na casa do rapaz. Em contato com a família dele, percebe o quanto são moralistas e aristocratas. Mas nada que uma garota de coração puro não possa reverter, encantando a todos.


O filme fez tanto sucesso que acabou tendo mais três continuações, nenhuma protagonizada por Debbie, infelizmente: Tammy Tell Me True (1961), Tammy and the Doctor (1963) e Tammy and the Millionaire (1967). As duas primeiras protagonizadas por Sandra Dee (outro grande sucesso entre as adolescentes) e a última por Debbie Watson.

Se você estiver procurando uma boa comédia romântica e pouco musical (embora pontuado durante todo o tempo pela bela canção título), assista a Tammy. É um daqueles filmes que nos fazem viajar e voltar um pouco mais no tempo, em um tempo em que Leslie Nielsen ainda era um belo rapaz, a um tempo em que Debbie encantava a todos com sua voz e simplicidade.

O filme está sendo lançado pela Obras Primas do Cinema em um lindo dvd, que vem ainda com um card. Esperamos que a Distribuidora lance também as continuações do filme. Quem sabe?

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