Milagre na Rua 34 (Miracle on 34th Street, 1947)

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Este é um dos mais tradicionais filmes natalinos e também é conhecido por “De Ilusão também se vive”. Milagre na Rua 34 conta a história de Susan (Natalie Wood), uma menininha muito simpática e inteligente que por causa da criação que teve não acredita em coisas que julga irreais. Ela não acredita em coelhinhos da páscoa, em renas ou em papai Noel. Doris (Maureen O’Hara), sua mãe, fica irritada quando chega a época natalina e um senhor é contratado para se passar por papai Noel. É um procedimento comum em todos os shoppings até hoje. O comércio ditando uma data que deveria ser comemorada de outra forma.

Só que há uma problema aí. O senhor diz ser de fato Papai Noel, e começa a aconselhar as criancinhas que caso não encontrem o produto na loja, vão procurar em outra que eles acham. Para um dono de loja ou shopping não há nada mais arrasador do que isso: um funcionário que parece lutar contra a loja. Mas não. O negócio dá certo, as pessoas começam a acreditar nas palavras do bom velhinho e a seguir seus conselhos. Isso, ao invés do que se pensa, faz com que eles se fidelizem à loja.

Mas Doris, gerente da loja, não vê dessa forma, e se irrita mais ainda quando Susan começa a acreditar no que ele diz. A garotinha sonha em morar em uma casa e ter um pai.Um sonho um pouco difícil de ser realizado posto que precisa de outras pessoas para serem realizadas, não é mesmo? Doris até conhece um bom rapaz, Fred (John Payne) que está de olho nela, mas parece dar mais valor às coisas materiais e não tem muito tempo para essas coisas.

O filme é uma delícia, e nos faz sonhar com uma realidade que seria tão boa. Se nossos sonhos pudessem num passo de mágica se realizarem. Sonhos não só materiais, mas que envolvem as emoções, como é o caso do sonho da menininha. Edmund Gwenn (Kris Kringle) é um papai Noel muito simpático e peculiar, daqueles tradicionais que nos acostumamos a ver nas esquinas no natal. Mas o que sempre chamará a atenção neste filme é a carinha de uma pequena, doce e admirável Natalie Wood, sempre duvidando e questionando. Uma criança que soube dosar bem a personagem. Se pensarmos que ela tinha nove anos percebemos o quão boa atriz ela era.

Claro que para manter aquele ar de dúvida no ar terá até um exagerado julgamento num tribunal. Mas essa parte pode ser muito bem ignorada tendo em vista que a mensagem de amor continua sendo positiva.

* A Classicline está lançando o filme em dvd em duas versões, ambas dubladas e legendadas. A boa surpresa é que temos uma em preto e branco e outra colorizada. Como eu já tinha visto a original, assisti a colorizada e posso dizer que a qualidade é maravilhosa, vale a pena assistir e conferir. Você pode adquirir o digipack duplo através do site da distribuidora:

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