Peggy Sue, Seu Passado a Espera (1986)

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Sempre escuto as pessoas falarem que se voltassem no tempo fariam tudo exatamente igual. E acho isso muito bonito, a bem da verdade, mas não se encaixa muito a mim. Se tivesse a oportunidade de voltar no tempo, eu refaria uma porção de coisas, investiria minha energia em outras, sofreria menos por coisas que não valiam a pena, mudaria de curso. O que tenho hoje é fruto dessa experiência de não dar certo seguir certos padrões, mas é fato que os degraus da vida seriam menos dolorosos se o caminho fosse outro.

Essas divagações surgem quando revejo um filme como Peggy Sue. Assim como a personagem de Kathleen Turner, eu gostaria de adentrar no passado e rever fatos e pessoas, dar um abraço nos avós, rever aquele crush que não tive coragem de abordar. Pequenas mas importantes coisas. Esse filme lançado pela Obras Primas do Cinema faz isso com a gente, nos leva a refletir sobre o presente e o passado. Vamos à sinopse!

 

Peggy é uma mulher que está se separando de Charlie (Nicolas Cage), seu único amor. Ela não aguenta mais suas traições e o tipo de vida que ambos tem. Chamada para uma confraternização de seus amigos da escola, adentra no mundo de vinte e cinco anos atrás. Após um desmaio, percebe que está de volta ao passado, na época em que começou a namorar Charlie e que ambos tinham muitos sonhos. Ela reencontra Michael Fitzsimmons, um jovem que ela achava belíssimo, mas não tinha coragem de chegar perto e faz amizade com o nerd da turma, desprezado por ela na época. Peggy Sue fará seu futuro diferente?

Sucesso na década em que foi lançado, Peggy Sue também se tornou um dos ícones da velha sessão da tarde. A dupla Cage (na época em que ainda tínhamos esperança em ver boas atuações dele) e Turner garantiram a nostalgia e formavam até um improvável par com boa química. Isto poderia ser diferente se a Debra Winger e o Tom Hanks, a proposta inicial,  tivessem sido os escolhidos como o par principal. O projeto não deu certo, dispensaram o Penny Marshall como diretor e contrataram o Coppola. Debra teve que se afastar por causa de problemas nas costas.

Uma curiosidade é ver que assim como em outras obras do diretor, Francis Ford Coppola continuava investindo na parentada no filme. Fora o Cage que é seu sobrinho, também a pequena Sofia Coppola está no elenco. Curiosamente a Sofia dirigiu a Turner em As Virgens Suicidas (1999).

Hoje, 30 anos após seu lançamento, Peggy Sue continua a fascinar seu público. A sua trilha sonora é um deslumbre à parte, trazendo vários sucessos da década de 60 como Just a Dream e I Wonder Why.

* O filme está sendo lançado pela Obras Primas do Cinema e pode ser encontrado em todas as lojas do ramo ou à venda na Livraria Cultura.

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