Os Melhores Filmes de Rita Hayworth

A dançarina que invadiu as telas em 1934 acabou se tornando uma das mulheres mais sensuais que o cinema conheceu. Fruto do star system (sistema de estrelas que dava ênfase à juventude e beleza e engessava atrizes em papéis repetitivos) se imortalizou como a eterna Gilda. Mas sua carreira foi além, bastante esforçada, evoluiu como atriz e foi uma daquelas que soube aproveitar as lições e melhorar suas performances. Uma dançarina formidável, brilhou ao lado de Gene Kelly e Fred Astaire, mas formou uma parceria inesquecível ao lado de Glenn Ford. A deusa do amor merece ser sempre lembrada por suas participações em musicais, dramas e comédias. Vamos aos seus melhores filmes?

 

 

SANGUE E AREIA (1941) 

 

 

 

Refilmagem do filme estrelado por Rodolfo Valentino, traz dessa vez Tyrone Power como Juan, o homem pobre que se transforma em um grande toureiro. O Tyrone divide a cena com a Linda Darnell, que foi sua parceira em grandes filmes, mas coube a Rita o papel da mulher que envenenará seu coração. 

 

 

 

 

 

 

BONITA COMO NUNCA (1942)

 

 

É um prazer rever o maravilhoso Adolphe Menjou, já veterano nessa época, no papel de pai da Rita. Esta, aliás, está fabulosa ao lado do Astaire, que considerou ela sua melhor parceira de dança entre todas. Dizem que Fidel Castro participou como figurante neste filme aos 15 anos de idade.

 

 

 

 

 

MODELOS (1944)

 

 

Aqui está Rita no único filme que fez ao lado do dançarino Gene Kelly. Ela interpreta uma dançarina de um nightclub que sonha em se transformar em uma garota de capa de revista. Gene já era um grande astro nesta época, e teve da Columbia toda a liberdade para contribuir no roteiro e nas coreografias. O resultado é fascinante.

 

 

 

 

 

GILDA (1946) 

 

 

 

Nem o fato de ter sido dublada por Anita Ellis tira a magia de sua participação neste filme dirigido por Charles Vidor. Como Gilda, Rita adentra no salão e canta "Put the Blame on Mame" enquanto faz o streep tease mais famoso do cinema. Foi o suficiente para se tornar a mulher fatal com quem todos os homens desejavam estar. A passagem posterior de Rita na Argentina comprovou que mesmo anos depois ela seria sempre lembrada por sua personagem icônica.

 

 

 

A DAMA DE SHANGAI (1947)

 

 

 

De quando Orson Welles quis mudar Rita, transformando-a em uma platinada. O fato não foi bem vindo por boa parte da platéia, e assim como todos os filmes que ele fez após Cidadão Kane, não foi bem recebido. Mas é impossível não se fascinar com a atmosfera e os diálogos fortes, além da sempre excelente direção de um dos melhores diretores do cinema.

 

 

 

 

QUANDO OS DEUSES AMAM (1947)

 

 

 

Claro que os deuses gostam de ser homenageados na terra, e também ficam indignados quando um musical sobre eles não vai nada bem. Por esse motivo, Terpsichore desce para interferir e acaba se apaixonando por um mortal. Deliciosa fantasia em technicolor que merece ser visto.

 

 

 

 

 

 

OS AMORES DE CARMEN (1948) 

 

 

E aqui está Rita mais uma vez ao lado do Glenn Ford. O pai de Rita criou as coreografias para as cenas de dança. E vendo-a poderosa neste papel fica difícil de imaginar que Paulette Goddard tenha sido a primeira opção. O Glenn Ford considerava esse seu pior papel, mas ele está muito bom, embora tenha uma presença um tanto quanto acanhada se levarmos em conta sua presença em outros filmes. Rita está maravilhosa e à vontade, como sempre. E a química entre os dois (que podemos ver em outros filmes e também na vida) permanece inalterada.

 

 

 

UMA VIÚVA EM TRINIDAD (1952)

 

 

 

Mais um filme da dupla Hayworth e Ford. Aqui Rita  é uma viúva suspeita de assassinato. E claro que ele se apaixonará por ela. A atriz dessa vez queria cantar de verdade, e estudou com afinco. Mas o diretor acabou contratando Jo Ann Greer para dublar sua voz. A cantora também a dublou em A Mulher de Satã.

 

 

 

SALOMÉ (1953) 

 

 

 

Sempre é um prazer ver a atriz em filmes coloridos, e o momento em que ela faz a dança dos sete véus se transforma no momento alto da película. Segundo a própria Rita, essa foi a mais difícil dança que ela fez e vale a pena ser conferida.

 

 

 
 
A MULHER DE SATÃ (1953)

 

 

Rita estava com 35 anos quando atuou nesta regravação do clássico estrelado por Gloria Swanson e Joan Crawford. O que posso dizer é que é um páreo duro escolher qual das três melhor incorporou a mulher que chega abalando um local extremamente tradicional. O filme foi rodado em 3D, aproveitando a moda que havia na época. Mas poucos assistiram com esta tecnologia.

 

 

 

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Carla Marinho

Especialista em Cinema Clássico e Crítica Literária, é sobretudo uma curiosa. Fundadora do site Cinemaclássico, estuda o cinema desde 2002. Ama Charles Chaplin, Raj Kapoor e navega constantemente em filmes de todo o mundo. 

Website: www.facebook.com/carlaamarinho

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