4 Vezes Katharine Hepburn e Cary Grant

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Um dos primeiros amigos que Cary Grant fez em Hollywood foi Howard Hughes, o famoso e excêntrico aviador que decidiu investir pesado no mundo do cinema. No início dos anos 30 ele acabou se aproximando também da atriz Katharine Hepburn durante as filmagens de Sylvia Scarlett. Esse acabou se tornando o filme que também o lançaria a uma carreira de sucesso que duraria mais de quatro décadas. E durante as filmagens, Grant apresentaria Hughes a Hepburn. Mas basicamente o ator achava que eles ficariam bem juntos. E de fato ficaram: a atriz e Hughes ficaram juntos um par de anos e ela jamais diria uma palavra negativa sobre ele durante toda sua vida.

E apesar de terem começado a trabalhar basicamente na mesma época, nesse período o nome de Hepburn já era reconhecido como um dos maiores do entretenimento, mas sofreria um pequeno golpe ao ser chamada de “veneno de bilheteria”. Seus filmes não vendem bem, Kate, você deveria se aposentar. Bem, ela não ouviu os infortúnios e resolveu investir pesado em bons roteiros. Resultado: bons filmes surgiriam a partir daí. Alguns deles, inspirados, traziam como parceiros Spencer Tracy, aquele que diziam ser seu amante. Ela dividiria a tela com ele nove vezes entre 1942 e 1967. Mas isso foi depois. Na década de 30 seu parceiro de telas mais conhecido seria mesmo Cary Grant.

Infelizmente a dupla trabalhou junto apenas quatro vezes, mas trouxeram graça e magia a todos os seus filmes que merecem uma revisão. Vamos a eles?

VIVENDO EM DÚVIDA (1935)

Aqui estão eles juntos em seu primeiro filme. Nele Hepburn é uma mulher forçada a se disfarçar de homem após seu pai ser preso. Durante uma viagem ela conhece Jimmy, um malandro por quem ela se apaixona. Os dois aparecem bem à vontade neste filme dirigido pelo grande George Cukor, amigo e diretor preferido da atriz.

 

BOÊMIO ENCANTADOR (1938)

Dirigido por George Cukor, traz Cary Grant como Johnny Case, um rapaz que fica noivo da socialite Julia Seton. Ao conhecer a família, dá de cara com Linda, a irmã da noiva. E claro que Johnny se dará melhor com Linda, que representa um sopro de sanidade nessa família conservadora, individualista e superficial. Os dois como de costume estão sensacionais nesta comédia.

 

LEVADA DA BRECA (1938)

Esse é sem dúvidas o meu preferido da dupla, e já falei um pouco sobre ele nesta matéria. O primeiro dos cinco filmes que Grant fez com Howard Hawks, traz o ator como um paleontólogo que tem a vida colocada a baixo por uma maluca interpretada por Katharine Hepburn. A adaptação foi feita tendo em vista Hepburn e adaptada à sua personalidade. Segundo Barbara Leaming, Susan e David traziam características de Hepbun e o diretor John Ford, com quem ela teria tido um romance. Acabou se tornando um clássico cult.

 

NÚPCIAS DE ESCÂNDALO (1940)

 Tracy (Kepburn) está prestes a se casar com o sem sal Connor. Uma grande festa está sendo preparada, repórteres são chamados para cobrir o evento (James Stewart e Ruth Hussey). Quem chega no momento dos preparativos? Isso mesmo, seu ex-marido Dexter (Grant). Adaptação de uma peça da Broadway, não se tornou um sucesso imediato de crítica e público, e podemos dizer que teve uma bilheteria muito decepcionante. Seguindo a tendência de Levada da Breca, só seria exaltado algumas décadas depois, justamente quando ganhou uma refilmagem que trazia Grace Kelly no papel principal. Mas ainda prefiro essa versão estrelada pelo trio magia Grant / Hepburn / Stewart.

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Especialista em Cinema Clássico e Crítica Literária, é sobretudo uma curiosa. Fundadora do site Cinemaclássico, estuda o cinema desde 2002. Ama Charles Chaplin, Raj Kapoor e navega constantemente em filmes de todo o mundo.