Melhores Filmes de Marcello Mastroianni

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Há alguns atores que faço questão de acompanhar suas carreiras, vendo sempre que possível seus filmes. James Stewart, Cary Grant, Gary Cooper, Jack Lemmon, Bette Davis, Barbara Stanwyck são apenas alguns deles. Marcello Mastroianni também. E como o italiano tem uma filmografia extensa (o IMDB lista 149), sempre haverá algum filme que ainda não vi. Diante daqueles que tive a oportunidade de ver, e que encontra-se disponível ou em dvd ou em arquivos que podem ser baixados, fiz uma listinha básica de meus preferidos. Talvez essa lista possa servir também de base para vocês fazerem suas listinhas e quem sabe me indicarem mais alguns que eu não tenha visto. Vamos a ela?

Noites Brancas (Le Notti Bianche, 1957), de Luchino Visconti: Mario encontra Natalia (Maria Schell) chorando em uma ponte por um amor perdido. Mario e Natalia passam a se encontrar constantemente, e ele desenvolve por ela, que permanece esperando seu amor. Baseado no romance homônimo de Dostoiévski.
O Belo Antônio (Il Bell’ Antonio, 1960), de Mauro Bolognini: Antonio é um belo e apaixonante homem que é desejado por todas as mulheres, mas tem um pequeno problema: é impotente. Isso faz com que ele tenha problemas em sua vida pessoal e no casamento com a bela Bárbara (Claudia Cardinalle).
A Doce Vida (La Dolce Vita, 1960), de Federico Fellini: Marcello vive entre celebridades, são ricos e pessoas que vem e que passam suas vidas vazias. Dentre elas uma bela e extravagante estrela, Anita Ekberg.
Dois Destinos (Cronaca Familiare, 1962), de Valerio Zurlini: Enrico (Mastroianni) e Lorenzo (Jacques Perrin) são dois irmãos que foram separados ainda na infância, e que já adultos não conseguem se amar como deveriam. Mesmo assim tentarão desenvolver uma relação de amor e afeto. Conseguirão?
Os Companheiros (I Compagni, 1963), de Mario Monicelli: Sinegaglia é um professor desempregado que é obrigado a visitar um amigo na cidade de Turim. Chegando lá, ele ajuda na criação de um sindicato para os empregados de uma fábrica local.
Oito e Meio (Otto e Mezzo , 1963), de Federico Fellini: Guido (Marcello) é um cineasta que está com bloqueio mental e não consegue ter ideia alguma para seu próximo filme. Pressionado por todos, vai passar um tempo em uma estação de águas.
Ontem, Hoje e Amanhã (1963): Sophia Loren e Marcello Mastroianni vivem três histórias diferentes nesta deliciosa comédia de Sica. De Sica volta-se mais uma vez para as comédias e traz seus atores preferidos. Três histórias sobre três mulheres diferentes e o homem o qual elas amam.
Matrimônio à italiana (Matrimonio all’italiana, 1964), de Vittorio De Sica: Domenico é um bon vivant que gosta de aproveitar a vida ao lado de belas mulheres. Em uma de suas aventuras se envolve com Filumena, uma prostituta que irá dedicar sua vida a ele e que sonha em ser reconhecida como sua única mulher.
O Estrangeiro (Lo Straniero, 1967), de Luchino Visconti: Esse filme foi uma bela surpresa para mim. Traz a presença também da bela Anna Karina e centra-se na figura de Mersalt, um homem aparentemente frio e que não demonstra emoções diante de fatos que deixariam qualquer um abalado, como por exemplo a morte da mãe. Baseado na obra de Albert Camus.
Os Girassóis da Rússia (1970): O drama traz um casal separado pela guerra, numa das mais belas histórias de amor e separação do cinema, tornando-se um dos maiores sucessos da dupla.
Um Dia Muito Especial (1977): Uma mulher solitária, um homem gay passam um reflexivo dia juntos. Um filme reflexivo, com diálogos fortes. Sophia trazendo mais uma presença rica à essa personagem tão angustiada e Marcello emprestando sua presença dessa vez a um personagem com uma carga tão pesada.
Maccheroni (1985), de Ettore Scola: Robert Traven (Lemmon) é um executivo visitando Nápoles a trabalho. Após uma conferência de imprensa, é procurado em seu quarto por Antonio Jasiello (Mastroianni), que diz ser seu amigo, e que se conheceram durante a passagem das tropas americanas em Nápoles, na Segunda Guerra Mundial. O problema, é que Robert não se lembra de Antonio, tão pouco do que aconteceu nesse período, mas resolve pagar pra ver.
Estamos Todos Bem (Stanno Tutti Bene, 1990), de Giuseppe Tornatore: Esse é um dos filmes mais lindos e tristes que já tive a oportunidade de ver. Mostra a história de um pai que em uma viagem passa a visitar todos os seus filhos. E em cada casa descobre algo novo. Fala sobre as relações e como nem sempre nos abrimos o suficiente com as pessoas que amamos. Se puder ver um filme de Mastroianni apenas, escolha ver esse.
Marcello Mastroianni: I Remember (1997): E por último, esse documentário feito alguns meses antes da partida de nosso querido Marcello. Aqui ele fala um pouco sobre sua vida, sobre suas concepções sobre a arte, como aprendeu, o que acha do cinema, do teatro. Temos um contato direto com o homem Mastroianni em sua velhice. E dá aquela sensação de que queríamos ter ele um pouquinho mais ao nosso lado. Sua voz terna continua nos acalentando.

 

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