Janela Internacional de Cinema do Recife exibe Contatos Imediatos de Terceiro Grau

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O X Janela Internacional de Cinema do Recife vem, essa semana, ocupando as salas do São Luiz, no centro da cidade, e do Cinema do Museu na zona norte. E como todos os anos, exibições mais que especiais de grandes clássicos do cinema lotam as sessões, trazendo não só fãs dos filmes, como também um novo público que verão essas obras pela primeira vez.

E sem dúvidas, uma das sessões do último final de semana que gerou maior comoção foi a do clássico de Steven Spielberg, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, que ganhou uma nova versão para comemorar seu aniversário de 40 anos.

O longa, que já teve dois cortes além do da primeira exibição em 1977, é um dos filmes mais importantes da ficção científica, que veio com a grande responsabilidade de ser o primeiro filme pós Tubarão de Spielberg (considerado o precursor dos blockbusters) e de chegar ali em meio ao grande sucesso de Star Wars.

Longe de ser um filme de ação como Star Wars ou um horror como o que viria a ser Alien: O Oitavo Passageiro dois anos depois, Contatos Imediatos se aproximava mais de filmes como 2001: Uma Odisséia no Espaço, estava mais interessado em provocar inquietações a partir do que a gente não conhece sobre o universo.

A imersão que “Contatos” causou na sala silenciosa do cinema São Luiz veio desde o primeiro frame do filme: uma tela explosiva que incide uma forte luz branca acompanhada de um som crescente e desconcertante. Começara Contatos Imediatos de Terceiro Grau.

Mas é quando finalmente somos apresentados ao protagonista, o eletricista Roy (Richard Dreyfuss), e à sua família, que o filme ganha o apreço do público. O timing cômico dos personagens é responsável por arrancar gargalhadas da plateia em meio aos fenômenos sobrenaturais que ocorrem na primeira parte do longa.

Durante um blackout, Roy sofre um contato imediato de terceiro grau – contato físico com um OVNI -, junto a algumas outras pessoas da cidade de Muncie, incluindo Gillian (Melinda Dillion), que tem seu filho de três anos abduzido. Após o evento, o homem passa a ficar obcecado pelo que viu, tendo visões de uma montanha misteriosa, visão essa compartilhada com Gillian e com as outras pessoas que tiveram a experiência com o OVNI.

No resto do mundo os alienígenas também provocam grande comoção, cientistas começam a perceber padrões sonoros vindo das aeronaves, e a pergunta que paira é “quais as intenções desses seres?”

Pode-se dizer que a trilha sonora de John Williams é mais importante nesse filme do que em qualquer outro, afinal é uma personagem, são as cinco notas que estabelecem a comunicação entre extraterrestres e terráqueos.

É um respiro de alívio quando chegamos ao final e percebemos que não estamos diante de obras como as que fariam sucesso décadas depois, como Independency Day ou Guerra dos Mundos (esse dirigido também por Spielberg). A ameaça dos alienígenas paira enquanto desconhecidos, mas logo se prova mais como uma celebração entre povos do que qualquer outra coisa.

Um fato é que poucas experiências são tão inesquecíveis quanto a de ver “Contatos” chegar a seu ápice. Quando Spielberg resolve mostrar a grande espaçonave, ao som da sinfonia mágica de John Williams, e seus pequenos habitantes, a sala do São Luiz apenas se rendeu ao poder desse cinema e do sentimento de fazer parte de algo maior.

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