Kingsman 2: O Circulo Dourado (2017)

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E o tão aguardo filme (pelo menos por mim) dos agentes secretos mais estilosos do mundo finalmente chega aos cinemas no próximo dia 28. E como eu já dei uma olhada, venho aqui compartilhar com vocês o que eu achei da continuação de Kingsman: Serviço Secreto.

Dirigido e roteirizado por Matthew Vaughn, o filme conta como ficou a vida do Recém-nomeado Agente Galahad – Eggsy( Taron Egerton), após os confrontos com o vilão Valentine (Samuel L. Jackson), que acabou com a morte do antigo Agente Galahad – Harry Hart (Colin Firth), e suas atividades dentro da Agência de Espionagem Kingsman.

A história desse segundo filme é um pouco mais lenta em comparação com o anterior. No lugar do Eggsy atrapalhado e desordeiro que conhecemos em Serviço Secreto, surge agora um homem romântico e devotado, onde em alguns momentos fica uma dúvida se você está assistindo a um filme de ação ou um romance. O retorno da Princesa Tilde e seu namoro com Eggsy mostra que o encontro sem compromisso do primeiro filme se tornou algo sério e tem certa importância para o plot que encontraremos. A relação deles é tão melosa que ele chega a ligar pra ela e pedir autorização pra realizar determinada missão, mostrando que a Tilde pode ser um personagem que veio para ficar numa próxima sequência.

O desenrolar da trama principal do filme começa com a destruição do quartel-general e a morte de vários agentes da Kingsman, ficando apenas Galahad e Merlin (Mark Strong) para buscar ajuda para derrotar a vilã Poppy Addams (Julianne Moore), narcotraficante milionária e megalomaníaca que deseja provar a todos o qual bem-sucedido é seu negócio, forçando os governos mundiais a reconhecerem a legalização de certas drogas com o objetivo de salvar seus usuários de um vírus produzido por ela mesma. É nesse momento que entra em ação a Statesman, agência de espionagem representada pelos Agentes Tequila (Channing Tatum), Ginger (Halle Berry), Champ (Jeff Bridge) e Whiskey (Pedro Pascal).

A vilã de Julianne Moore é tão fofinha, tão bonitinha com sua Poppyland montada para parecer que ela vive eternamente nos anos 50, que mesmo quando tenta demostrar quaisquer resquícios de crueldade, ela não consegue alcançar o objetivo, às vezes nos fazendo esquecer que ela é a vilã do filme. É quase impossível não sentir saudades do Valentine de Jackson com seu controle psicológico e politico sobre os principais lideres mundiais. E por falar em quase esquecer que o personagem existe, o Agente Tequila também passa despercebido no filme. Na verdade, boa parte dos agentes da Statesman passam despercebidos no filme, dando o destaque ao Agente Whiskey de Pascal, que domina boa parte das cenas de ação do filme.

O Agente Merlin (Mark Strong) se mantêm na história um pouco mais retraído em suas ações de controle dos agentes da Kingsman. Geralmente visto como o apoio tecnológico dos agentes, Merlin aparece nesse momento como alguém de iniciativa, tomando decisões que realmente fizeram diferença na história. E Kingsman não seria Kingsman sem a presença de Colin Firth, que volta novamente para a história de maneira inesperada (eu sei que vocês viram o trailer e já sabiam que ele não tinha morrido, ou será que não viram?), servindo como apoio paterno para o personagem de Egerton em seus momentos de crise existencial e mostrando que mesmo em momentos de desequilíbrio, o que importa é você confiar em seus instintos.

Um grande destaque no filme foi a presença de Elton John como o personagem que trouxe os únicos momentos que podem ser considerados cômicos da trama, com suas roupas espalhafatosas e seus característicos óculos que são sua marca registrada. Se não fosse por sua presença, as tiradas irônicas de Poppy teriam menos graça ainda.

No mais o filme mantém a qualidade em suas cenas de ação, com os movimentos e as lutas rítmicas idênticas as do primeiro filme, sequências marcantes tentando serem restauradas com novas formatações, mas já foram tão usadas que não surpreendem tanto. A fotografia continua impactante, mas o que mais senti falta foi de um destaque da trilha sonora, que desta vez deixou um pouco a desejar. O trailer me fez criar expectativas, mas no durante o filme eu perdi todas elas.

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