Nos Cinemas: Além da Morte (2017)

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O filme é um remake de “Linha Mortal” de 1990, um filme que foi estrelado por ninguém menos que: Julia Roberts, Kevin Bacon, Kiefer Sutherland, William Baldwin e Oliver Platt.

Esta nova versão é dirigida pelo dinamarquês Niels Arden Oplev (Os Homens que não Amavam as Mulheres), e foi roteirizado por Ben Ripley (Contra o Tempo). O elenco do remake é composto por: Kiefer Sutherland (que também estrelou o original), Nina Dobrev (da série ‘The Vampire Diaries’), Ellen Page (‘Freeheld’) e Diego Luna (‘Star Wars: Rogue One’).

O roteiro segue basicamente a mesma premissa do original, no qual estudantes de medicina começam a explorar o reino das experiências de quase morte. Pessoalmente, acho o tema muito interessante para se empreender em um roteiro, entretanto, considero que o desenvolvimento do filme fica devendo algo aos expectadores.

Tudo começa a se desenrolar quando a Dra. Courtney (Ellen Page) decide envolver amigos em uma experiência de vida pós-morte (quase morte) cuja intensão real da jovem médica está além da simples pesquisa, pois o que ela quer realmente é reencontrar sua irmã morta.

Após passar pouco mais de um minuto morta Courtney é reanimada pelos amigos e a partir deste fato os outros atos do filme se desenrolam.

“Além da Morte” poderia ser um grande suspense ou thriller, mas não chega a ser um filme realmente assustador ou intrigante. O roteiro é bem escrito, bem amarrado, mas não chega a impressionar, porquanto faltam elementos que poderiam deixar o filme mais sombrio, ou com um suspense mais profundo e arraigado.

Pessoalmente, gostei da introdução das histórias, onde entram diversas vozes de pessoas que passaram por experiências de quase morte, no qual a tela também é tingida por diversas cores e elementos que lembram algo metafísico.

O desenvolvimento do primeiro ato é agradável, pois você consegue entender cada um daqueles estudantes de medicina (os cinco protagonistas) e da árdua competição interna que acontece dentro de uma faculdade de medicina de ponta. O Segundo ato é interessante, é nele onde as consequências das experiências começam a se manifestar e se intensificar, mas acredito que as ações poderiam ser mais rápidas e este ato poderia ser mais curto. Já o terceiro ato inicialmente aparenta que será grande, que a ação irá acelerar bem como o coração dos expectadores, mas os altos e baixos o tornam apenas admissível – embora muitos possam achar menos que isso.

O trabalho de fotografia é bem executada; os efeitos visuais com um acabamento muito bom e a mixagem e efeitos sonoros ótimos – posso dizer que estes aspectos técnicos me agradaram, principalmente quando consideramos que o filme orçado em 19 milhões de dólares, algo avaliado como modesto para os padrões de Hollywood.

As intepretações não chegam a ser majestosas, mas são adequadas e nada, além disso. Kiefer Sutherland (Dr. Barry Wolfson) o medico maioral que enche os estudantes com saraivas de perguntas sobre casos mais complicados, lembrou-me bastante o maravilho Dr. House (embora a interpretação de Hugh Laurie seja sensacional) e acho quase certo que a inspiração do personagem venha do seriado.

Bem, não há mais muito que falar sobre ‘Além da Morte’, ele é um filme ‘bonzinho’, tem potencial, mas não se equipara a filmes semelhantes já lançados este ano; mas chega a ser melhor do que outras superproduções, de outros gêneros (como fantasia e ficção: vide A Torre Negra e Valerian) que também estrearam em 2017.

Então, Kylson, eu devo ver o Filme? Você pergunta.

Claro que SIM! Mas só faça isso se e você for sem grandes expectativas, aí poderá se divertir razoavelmente com “Além da Morte”, mas não espere grandes sustos, nem um suspense que vá deixar você com ansiedade de descobrir algo intrigante ou um mistério surpreendente.

Até a próxima.

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Escritor, Geógrafo, Profissional de TI e Designer . Kylson é um apaixonado por cinema, literatura, se considera um Geek, apaixonado pela cultura Pop (HQs, mangás, ficção, games, séries de TV, mitologia) mas com amor também por pelo universo Cult. Não se considera um Crítico, mas sim alguém que Analisa filmes como expectador atencioso aos detalhes. "O cinema para mim é um dos grandes alimentos da minha alma, sendo a mais completa de todas as Artes".