Nos Cinemas: Assassinato no Expresso do Oriente (2017)

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Olá seguidores do Cinema Clássico. Após algum tempo sem comentar por aqui, venho hoje trazer a vocês minhas análises sobre o filme que estréia nessa quinta feira, que só tem gente importante nos papéis principais. Estou falando do filme Assassinato no Expresso do Oriente.

Dirigido, produzido e protagonizado por Kenneth Branagh (Dunkirk), a película narra a tão famosa história escrita por Agatha Christie lançado nos anos de 1930, que já havia sido filmado nos anos 70, e agora ganha uma nova aparência, mais tecnológica em relação aos cenários e aos elaborados jogos de câmera.

Como eu acredito que muitos de vocês já tenham visto o filme ou lido o livro, me sinto no dever de informar que algumas coisas foram adaptadas, mas em seu geral a trama permaneceu a mesma: treze estranhos aprisionados em um trem, um assassinato para ser investigado e todos são suspeitos. Além de  Kenneth Branagh, o elenco conta com Penélope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley e Josh Gad e outros.

Alguns nomes foram modificados e situações trocadas para tentar dar maior velocidade as investigações que, em minha opinião, ocorreram rápido demais em momentos que deveriam ter se demorado, e eu teria acelerado outros em que me pareceu um pouco monótono. Mas nada disso modificou minha primeira impressão em relação ao filme. O que você assistiu no trailer se mantêm na obra completa, ou seja é um filme que vale muito a pena de ir assistir no cinema.

O que mais me agradou foi a ausência de personagens protagonistas exclusivos. Mesmo eu tendo citando o Detetive Poirot de Branagh como o protagonista, todos os outros personagens  buscam sempre obter o mesmo destaque durante o decorrer da história. Pena que as quase 2 horas de filme não conseguiram definir melhor a personalidade de cada um desses personagens.

E falando dos outros personagens, temos nesse enredo uma lista enorme de nomes bem conhecidos, entre novatos e veteranos, onde dou o destaque as personagens femininas, que conseguiram de certa forma manter o mistério do assassinato de forma mais convincente do que os personagens masculinos.

Outro ponto que me agradou bastante nessa produção foi a forma com que os atores representaram seus papéis, me lembrando bastante produções teatrais com closes de câmera inimagináveis e efeitos que deram um certo diferencial a produção, talvez a distanciando ainda mais das produções realizadas anteriormente. Para você que pretender ir assistir ao filme no cinema, prestem muita atenção as janelas do trem. por mais que elas sejam rápidas, são muito interessantes de observar.

E outra coisa que se deve observar são os detalhes na direção de arte, que me deixou muito invejosa de não poder ir me deliciar com os belos doces apresentados na produção, além dos detalhes e cuidados para com os utensílios, móveis, vestuários e acessórios utilizados nas cenas.

Para mim que nunca tinha lido o livro (li depois de ver o filme) nem lembrava dos ocorridos na primeira adaptação da história para o cinema, o enredo me deixou em certos momento muito apreensiva, pois o desenrolar das investigações aconteciam a passos lentos. Para você que está acostumado a velocidade acelerada do pensamento de Sherlock Holmes, Poirot pode parecer um detetive lesma, mas que no momento certo ele vai conseguir pegar o vilão. Ainda assim indico o filme para quem gosta do gênero, só não vá esperando muita ação. Nesse quesito o filme meio que desandou, mas Agatha Christie é Agatha Christie.

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