Nos Cinemas: A Morte Te Dá Parabéns (2017)

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A união de dois sub-sugêneros tão clichês quanto divertidos foi uma oportunidade que Christopher B. Landon encontrou para dar vida a um filme criativo ao mesmo que tempo que habitual ao público. Não há realmente nada de original em A Morte te dá Parabéns, mas é difícil não achar admirável a forma como o próprio filme se diverte com suas ideias.

Tree, a nossa protagonista, é uma universitária mal-humorada que não quer saber de comemorar o seu aniversário, que por sinal é o dia em que ela acorda no dormitório de Carter, completamente perdida após uma noite de festa. Depois de tratar aquele dia como um outro qualquer, é emboscada a noite à caminho da sua festa surpresa, e assassinada. Essa poderia ser uma história trágica, se logo em seguida Tree não acordasse exatamente no mesmo lugar que naquela manhã e passasse a reviver o mesmo dia para então, a noite, morrer novamente.

É só quando percebe que aquilo nunca vai parar que Tree decide investigar o próprio assassinato, e é aqui que o filme acerta. Há alguns momentos de tensão que te deixam realmente temendo pelos próximos segundos, mas é nas sequências de comédia que o filme mais consegue conquistar o público, como não poderia deixar de ser.

Seja nas reações iniciais de Tree ao lidar com a repetição do dia, ou nas ideias que a mesma tem para tentar pegar o assassino, o timing cômico atua de forma absurda, agregando leveza ao filme e aumentando a simpatia do público pela personagem.

O forte de A Morte te dá Parabéns fica ainda mais evidente, quando os momentos de maior dramaticidade não conseguem levar a lugar nenhum. Nem trilha sonora triste, nem os diálogos, nem as motivações de boa parte dos personagens – incluindo a do assassino – convencem o espectador.

A relação de Tree com Carter, no entanto, é uma das melhores coisas do longa, você  simpatiza de cara pelo garoto, e torce para que eles deem certo. E as atuações de Jessica Rothe e Israel Broussard tem o carisma necessário para isso.

Ainda que o filme não forneça explicações sobre o seu fenômeno fantástico, a falta não é sentida, já que durante todo ele, a identidade do assassino é o foco. Quando enfim “o caso” é solucionado, o espectador nem espera mais respostas e simplesmente torce por um desfecho feliz para Tree.

A Morte te dá Parabéns acaba por ser um filme divertido, que dialoga bem com seu público, com grandes chances de fazer sucesso entre os fãs de filmes de terror estilo “Pânico”, mas também de atrair a atenção de pessoas que querem uma sessão bem despretensiosa.

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