Nos Cinemas: Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha

450

Olá pessoas, sentiram minha falta? Hoje trago a vocês seguidores do Cinema Clássico minhas observações sobre o novo filme da Judi Dench, o Victoria e Abdul –  O Confidente da Rainha, que estreia quinta feira nos cinemas nacionais.  O filme narra os últimos dias da Rainha da Inglaterra e Imperatriz da Índia Victoria, no final dos anos 1800 e como a visita de dois criados indianos na corte real modificou sua forma de ver o que lhe restava de vida.

A história se inicia com a saída de Abdul, personagem interpretado por Ali Fazal (Khamoshiyan, Velozes e Furiosos 7) de sua terra natal, a cidade de Agra, na Índia, local onde trabalhava com o registro de prisioneiros, para servir como mensageiro de um presente para a  Rainha Victoria, personagem de Dench, em homenagem ao seu Jubileu de ouro. Treinados pela corte sobre todos os passos que deveriam ser realizados durante a cerimônia, Abdul atrai o interesse da Rainha ao mostrar sua admiração da forma mais natural que é bem característico dos indianos: o se curvar aos pés da pessoal ao qual respeitam.

O registro que fizeram da Rainha Victoria nesse filme é surpreendente. Tida como grande apreciadora das artes, amante saudosa de seu falecido marido, e mãe de 9 filhos, a monarca que reinou  durante mais de 50 anos na Inglaterra de Judi nos leva a compreensão do quanto admirável foi essa personagem para a história de seu país. Uma pessoa determinada, que não aceitava ser pressionada a fazer coisas aos quais não acreditava ser certo, mas que ao mesmo tempo era de uma humanidade imensa, desejante de momentos de tranquilidade e solidão para fazer o que lhe desse vontade sem a necessidade de aprovação da corte que a seguia em todos os seus passos do dia a dia.

Já Abdul e seu jeito falante, mostra para as pessoas as belezas e riquezas que a sua terra possuía, os valores de sua religião tão antiga e ao mesmo tempo vista com diversos preconceitos, encanta a monarca de uma forma que ninguém previa, chegando ao ponto de solicitar aulas de indiano ao seu criado, que a atende prontamente, a ensinando na versão mais elegante de todas, O Urdu( versão muçulmana)

Da mesma forma que na realidade, o filme viaja pelos jogos de interesses entre os integrantes da corte que não consegue aceitar essa amizade da Rainha com um criado indiano, conspirando sempre para finalizar essa relação e falhando em cada uma das tentativas, causando o efeito oposto ao desejado.

Victoria e Abdul é um filme com uma direção de arte impecável. Os cenários ricamente adornados, as paisagens de tirar o fôlego e os vestuários perfeitos remetem a época vitoria na maior pompa, deixando os admiradores do período ainda mais apaixonados pela representação desse momento histórico.

Finalizo dizendo que o filme encanta de diferentes formas. Seja ela visual ou lírica, Victoria e Abdul tem momentos leves e pesados, situações angustiantes que leva o expectador a odiar certos personagens, mas que em sua síntese é um filme que nos leva as lágrimas em instantes diversos, pela beleza representada na tela e nas falas que ali são expostas.

Comente Aqui!