Maiores Gafes do Oscar

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A cerimônia do Oscar é um evento aguardado ansiosamente por todos os cinéfilos do planeta. Só que como um grande evento que é, sempre acontece algum imprevisto. Vamos à lista de maiores gafes ocorrida durante a cerimônia de entrega do Oscar:

1931: o ator Jackie Cooper, na época com 10 anos, acabou dormindo na premiação. Ele concorria ao Oscar de melhor ator por ‘Skippy’. Cansado, Cooper colocou o rosto nos ombros de Marie Dressler, que teve que acordá-lo ao ser eleita a melhor atriz.

1932: a Academia aceitou pela primeira vez inscrições de filmes que não foram rodados em Hollywood. Muitas críticas foram feitas ao novo critério de seleção. Alguns radicais detestaram a idéia de eleger filmes estrangeiros.

1938: o escritor John Lee Mahin recusou uma indicação ao Oscar de melhor roteiro pelo filme ‘Captains Courageous’ por não concordar com as regras de votação.

1940: o Los Angeles Times publica uma lista com os vencedores do Oscar na mesma noite da premiação, vendendo milhares de jornais. Com isso, o envelope lacrado passou a ser adotado e o segredo dividido com pouquíssimas pessoas dentro da Academia.

1943: No Oscar de 1943, Humphrey Bogart era um dos favoritos à estatueta de melhor ator por seu papel em ‘Casablanca’ e foi receber o prêmio segundos antes de anunciarem o verdadeiro vencedor: Paul Lukas. Percebendo o erro, parou em pé e começou a aplaudir, mesmo com todos os outros convidados sentados em suas cadeiras.

1952: Um dos momentos mais engraçados do Oscar aconteceu em 1952, quando Shelley Winters, que disputava o Oscar por ‘Um Lugar ao Sol’, levantou e correu ao palco antes do apresentador Ronald Colman anunciar a vencedora. Ao perceber que a premiada foi Vivien Leigh, por ‘Uma Rua Chamada Pecado’, Vittorio Gasman, marido de Shelley, tentou evitar um constrangimento e puxou o vestido da mulher de uma vez, fazendo com que os dois caíssem no chão.

1962: George C. Scott recusa sua indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante por ‘Desafio à Corrupção’. Apesar do pedido, seu nome não foi retirado da cerimônia.

1964: A diva Rita Hayworth era conhecida mundialmente por seu trabalho, mas nunca ganhou uma estatueta. Ao apresentar o Oscar de melhor diretor na premiação de 1964, a atriz se viu em apuros ao não conseguir ler o nome do vencedor nas pequenas letras do envelope. A confusão a fez chamar o diretor Tony Richardson, de ‘As Aventuras de Tom Jones’, de Donny.

1970: Goldie Hawn mostrou-se “chocada” ao ler que George C. Scott era o premiado de 1970, e soltou um: “Meu Deus”. Scott havia recusado ir à cerimônia dias antes e pediu para sair da lista dos indicados.

1974: ao vencer o prêmio de melhor ator por ‘O Poderoso Chefão’, Marlon Brando colocou uma atriz vestida de índia para receber o prêmio. A indígena reclamou da forma como os índios eram tratados em Hollywood. Como se não bastasse, a estatueta foi recusada.

1974: embora tenha ganhado três Oscars em sua carreira, Katherine Hepburn nunca havia apresentado a cerimônia. Ela agradeceu a Academia: “Já era sem tempo”.

1974: um homem de 33 anos, identificado como Robert Opal, invade o palco completamente pelado, tirando a atenção do ator David Niven, que iria anunciar a convidada Elizabeth Taylor. Opal torna-se uma figura cultuada pelos jornalistas e fãs da cerimônia. Ele foi encontrado morto cinco anos depois, em São Francisco.

1978: Em 1978, Woody Allen deixou de ir à cerimônia para ir a uma apresentação de sua já extinta banda de jazz, os Ragtime Rascals, em um pub de Manhattan. Ele chegou a anunciar que “ganhar não lhe importava”, sem saber que havia sido indicado para melhor diretor por seu trabalho em ‘Noivo Neurótico, Noiva Nervosa’.

1980: dois impostores já receberam a estatueta do Oscar. Um se fez passar por representante da atriz Alice Brady, eleita coadjuvante de ‘No Velho Chicago’, levou o prêmio e nunca foi descoberto. Outra pessoa fingiu ser o diretor húngaro Ferenc Rofuz, tirou fotos no tapete vermelho e ainda concedeu um discurso emocionante.

1982: Meryl Streep deixou cair no chão o discurso que preparou para agradecer o Oscar de melhor atriz por ‘A Escolha de Sofia’, em 1982, e teve que improvisar.

1983: Em 1983, apenas quatro produções foram indicadas para melhor filme estrangeiro. Isso aconteceu porque a Academia não considerou o filme ‘Um Lugar no Mundo’ como uma produção uruguaia, já que era feita em parceria com a Argentina.

1983: Zibnigiew Rybczynski, ganhador do Oscar de melhor animação por ‘Tango’, deixou o auditório para fumar um cigarro do lado de fora e na volta foi barrado pelos seguranças. Por ter pouco domínio da lingua inglesa, não conseguiu argumentar que era um convidado e acabou algemado e preso, passando a noite atrás das grades.

1985: Sally Field foi ridicularizada em 1985 pelo discurso que fez ao ganhar seu segundo Oscar por ‘Um Lugar no Coração’. Ela disse que “não era ortodoxa e que nunca sentiu o respeito de ninguém, mas agora as pessoas gostavam dela”. “Vocês realmente gostam de mim”, repetiu três vezes.

1987: ao subir ao palco, Eddie Murphy reclamou e disse que a premiação não era dada a atores negros. Segundo ele, “os negros e ele mesmo não seriam capazes de levar uma estatueta”. Em 2007, Murphy concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante por ‘Dreamgirls’.

1987: Durante a premiação em 1987, Cher se atrapalhou ao chamar o compositor Marvin Hamslich de Marvin Hammisch. Cher agradeceu seu maquiador e cabeleireiro, mas esqueceu completamente do diretor e roteirista do filme ‘Feitiço da Lua’, que a fez ganhar o prêmio de melhor atriz. Dias depois, pediu desculpas públicas em um anúncio publicitário na Variety.

1987: Sean Connery ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante em 1988 por interpretar o papel de um policial irlandês em ‘Os Intocáveis’. Nas telas, porém, o ator manteve seu sotaque escocês, diferente do resto do elenco.

1987: Em 1987, a cerimônia do Oscar teve que ser feita sem roteiros e na base do improviso, já que o sindicato de roteiristas estava em greve.

1989: No Oscar de 1989, um número musical frustrante foi mostrado para a platéia. A atriz Eileen Bowman subiu ao palco vestida de Branca de Neve, fez um dueto desafinado com Rob Lowe e se uniu com outros artistas para mostrar o que seriam “os vencedores dos Oscars futuros”. Nenhum dos atores apresentados no palco foi indicado posteriormente. Depois disso, a Disney processou a Academia por não pagar os direitos do uso da imagem de Branca de Neve.

1996: Sharon Stone subiu ao palco sem envelope em 1996 e teve que improvisar enquanto esperava que a equipe da Academia encontrasse o cobiçado papel.

1997: Com a certeza que iria ganhar o Oscar de melhor atriz por ‘Titanic’, de 1997, Kate Winslet foi filmada com uma expressão de choque, seguida de uma careta, ao perceber que a vencedora foi Helen Hunt, por ‘Melhor é Impossível’.

2000: em forma de protesto, a cantora islandesa Björk foi a uma cerimônia do Oscar vestida de cisne, com figurino feito de arames e penas brancas. A cantora, que foi à premiação para apresentar a música ‘I´ve Seen it All’, parte da trilha sonora de ‘Dançando no Escuro’,foi severamente criticada pelos conservadores.

2002: Ao ganhar o Oscar de melhor ator por ‘O Pianista’, em 2003, Adrien Brody fez uma oração no palco para que o conflito no Iraque “acabasse bem”, defendendo, em partes, os Estados Unidos. Antes disso, Michael Moore havia disparado críticas ofensivas ao governo de Bush, o que fez o “discurso” de Brody soar como uma provocação ao diretor.

2005: o filme de Walter Salles, ‘Diários de Motocicleta’, ganha o Oscar de melhor canção original com ‘Al Outro Lado Del Rio’, composta pelo uruguaio Jorge Drexler. O intérprete, no entanto, foi impedido de cantar sua música no palco, dando lugar a Antonio Banderas e Carlos Santana. Em forma de protesto, Drexler recebeu sua estatueta e cantou os versos da música ao invés de fazer um discurso.

2005: os organizadores da Academia abriram uma ação na Justiça contra várias empresas e cinqüenta anônimos por venderem ingressos para a maior cerimônia de Hollywood. Eles ganhavam até US$ 30 mil por cada par de ingressos dos fãs ansiosos por chegar perto de astros como Leonardo DiCaprio ou Hilary Swank.

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Especialista em Cinema Clássico e Crítica Literária, é sobretudo uma curiosa. Fundadora do site Cinemaclássico, estuda o cinema desde 2002. Ama Charles Chaplin, Raj Kapoor e navega constantemente em filmes de todo o mundo.