Obras Primas do Cinema lança Volume 3 da Sessão Anos 80!

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A Obras Primas do Cinema tem nos presenteado nos últimos meses com alguns lançamentos fantásticos. Dentre eles aqueles dedicados aos amantes do cinema dos anos 80. Pelo que acompanho aqui no site, e nas publicações mais acessadas também na página do facebook, não são poucos os fãs saudosos desta década.

Já falamos sobre a Sessão Anos 80 Volume 1 e Volume 2. Agora chega em minhas mãos o volume 3 que traz mais quatro filmes. Esses dias pude rever os quatro filmes e trouxe aqui algumas impressões sobre eles. Vamos lá?

Namorada de Aluguel (Can’t Buy Me Love, 1987)

Patrick Dempsey é o jovem Ronald Miller. Ele está no último ano do colegial mas nunca conseguiu se destacar em sua turma, e, nossa, isso é essencial para ele! Num golpe de sorte, ele consegue ajudar a bela Cindy Mancini (Amanda Peterson), líder da torcida que é a garota mais deseja do colégio. Em troca do favorzinho, pede que ela finja ser sua namorada durante alguns dias. Pronto. É o suficiente para Ronald se tornar o garoto mais popular da escola!

Bem, o tempo mostrou ser o melhor amigo de Patrick Dempsey, que hoje está bem melhor! Namorada de Aluguel toca num tema que foi repetido à exaustão em muitos filmes sobre a realidade escolar americana: a popularidade. E é incrível ver como mesmo sendo obviamente ridículos, os mais populares são vistos de uma maneira doentiamente positiva pelos garotos que são realmente bacanas. Mesmo assim a fórmula fortão com namorada líder de torcida x o fracote que provaria algo sempre fazia sucesso. E esse foi sem dúvidas um dos maiores deles.

Lucas, A Inocência do Primeiro Amor (Lucas, 1986)

Lucas (Corey Haim) é um adolescente de 14 anos que é muito esperto. Tanto que está numa turma mais adiantada que a sua. Porém, isso não facilita sua vida em nada, já que ele permanece sendo discriminado pelos fortões da turma. Em meio à isso, Lucas conhece Maggie (Kerri Green), uma garota de 16 anos que se torna sua melhor amiga. Ele logo se apaixona por ela, mas Maggie só terá olhos para Cappie (Charlie Sheen), um rapaz do time de futebol.

Esse é o meu preferido dos quatro filmes. Primeiro que traz dois de meus atores preferidos desta década: Corey Haim e Wynona Ryder.  Acho que o título em português acaba por diminuir em muito o tom do filme, que fala mais sobre bullying e as dificuldades de relacionamentos do que propriamente sobre primeiro amor. E apesar de trazer um tema tão forte, no final nos faz acreditar que as pessoas possam melhorar. Pelo menos nos filmes.

Atração Mortal (Heathers, 1988)

Veronica (Wynona Ryder) faz parte do grupo das “Heathers”: três garotas chatas que se apelidam de Heather e são extremamente esnobes. Desejando ser aceita pelo grupo, Veronica se submete a tudo o que elas querem. Até que um dia ela conhece Jason Dean (Christian Slater), um jovem psicopata que a incentiva a matar suas amigas. Envolvida pelo garoto, Veronica começa a matar “sem querer” as pessoas que lhe incomodam.

Esse é um filme diferenciado e até surpreendente se você pensar que o desejo que Veronica tem que suas amigas morram é algo que possa ser visto do ponto de vista infantil: ela quer que as pessoas que a incomodam morram, mas não de verdade! Mas Jason Dean (o nome seria uma referência a James Dean?) traz sua dose de psicopatia ao incita-la a realizar seus desejos armando para que todos pensem que as vítimas se suicidaram.

Isso traz outra questão bastante interessante e até certo ponto atual: a romantização do suicídio. Isso porque as “vítimas” acabam se tornando até mais populares após morrerem.

Ela É o Diabo (She-Devil, 1989)

Ruth (Roseanne Barr) é uma mulher dedicada ao lar e ao marido Bob (Ed Begley Jr.). Ele, porém, acaba trocando-a pela escritora Mary Fisher (Meryl Streep). Humilhada de todas as maneiras possíveis, Ruth tem um plano para acabar com Bob de todas as maneiras, destruindo tudo o que ele ama: seu lar, sua família e sua liberdade.

Ela é o Diabo é o grito dos excluídos. Ruth, a mulher tida como feia pela sociedade, é tomada por uma força imensa que a leva a buscar um novo sentido em sua vida. Apesar de focar na vingança inicialmente, ela aos poucos começa a se reconstruir e a ver outras possibilidades. Isso não quer dizer que ela deva perdoar o marido ingrato, mas dá aquela sensação boa de que é possível se erguer após uma queda tão grande quanto a que ela levou. Ah, e ela não é o diabo não. Ela é toda amor.

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