Aquaman (2018) surpreende!

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Olá amigos, estou de volta depois de um tempinho afastado,

E hoje trago para vocês a análise direto da ‘Sala de Justiça’, o mais novo pretenso blockbuster da Warner/DC baseado em um dos super-heróis mais clássicos do universo dos quadrinhos: Aquaman.

O Super-herói da Detetive Comics (DC) que surgiu como herói secundário na edição da ‘More Fun Comics 73’ em 25 de setembro de 1941, e que ganhou mais prestígio no fim dos anos 50 início dos 60, quando foi elevado ao primeiro escalão de heróis DC, é considerado um dos cofundadores da Liga da Justiça (Superamigos – como muitos de nós também conhecemos), bem como um dos heróis mais conhecidos do universo dos HQs.

Apesar de toda sua fama, o Aquaman sempre sofreu com alguns estigmas, muitos dos quais ocasionados por seu uniforme, poderes e personalidade – não necessariamente nesta ordem. Sim, o Aquaman vem sofrendo bullying ao longo de várias e várias décadas, sendo inclusive considerado por muitos um tipo de ‘clone inferior’ do Namor (personagem da Marvel Comics, lançado em 1939). Para vocês terem uma ideia, o Atlante já foi até satirizado no cartoon ‘Bob Esponja’ como ‘Homem Sereia’.

Entretanto, após sua estreia cinematográfica no fatídico filme ‘Liga da Justiça’, interpretado por Jason Mamoa (Khal Drogo do Game ofThrones) os fãs percebera uma mudança radical, e para melhor, no visual e personalidade do Príncipe Atlante.

O filme do Aquaman tem um roteiro simples, mas muito bem escrito e amarrado, dando conta do recado ao qual se propõe, sendo bastante condizente com um filme de super-herói, o script de Will Beall (Caça aos Gangsters) e David LesleiJonhson (A Orfã) – fazer o simples muitas vezes é muito complicado, e muitos filmes da DC tinham perdido o rumo, coisa que não ocorreu na estreia solo do Aquaman. O roteiro tem sim, previsibilidade, e alguns clichês, mas para mim, isso não tirou o brilho da história  de forma alguma.

O prologo da película e os atos seguintes se desenrolam de maneira ‘fluida’, agradável ao público dos HQs, com muitas cenas de ação, toques de humor e uma explosão visual que faz os olhos daqueles que amam um mundo fantástico multicolorido brilharem.

 

A trama trata basicamente do embate entre Arthur/Aquaman (Jason Mamoa) que é um meio-humano meio-atlante, contra o seu irmão mais novo e “puro-sangue”, Orm (interpretado de forma convincente por Patrick Wilson). Orm quer se tornar o Mestre dos Oceanos e também visa varrer a raça humana, que vem destruindo os mares, da face da Terra. Nesta película conseguimos entender os motivos dos antagonistas, sim pois também temos um co-antagonista David Kane/Manta Negra (interpretado por Yahya Abdul).

Nicole Kidman (Atlanna – mãe do Aquaman) e AmberHeard (Princesa Mera), em minha opinião, dão um show de carisma e interpretação a parte. Eles representam mulheres fortes, destemidas, que tem poderes enormes e lutam maravilhosamente bem.

O filme não se perde em devaneios ou encheção de linguiça desnecessários, ele é dinâmico e por isso mesmo eu não fiquei cansando enquanto assistia.

Quanto a produção, orçada em $U 160 milhões, posso dizer que eles fizeram milagres, se você comparar com outros filmes do Universo DC, pois para mim, foi o filme visualmente mais bem trabalhado e com arte-conceitual mais bonita e exuberante de todos os da franquia. Eles conseguiram dar vida a mitológica cidade de Atlântida e a uma diversidade de criaturas fantásticas.

Gostaria ainda de congratular o Diretor nascido na Malásia, James Wan, famoso por seus filmes de terror/suspense, pois ele e sua equipe tornaram o Aquaman um dos melhores filmes de heróis, e na minha opinião, o melhor filme do DCU nos últimos anos.

Sendo assim, digo a vocês que vale muito a pena, SIM, ir e levar os amigos e/ou a família para ver o Aquaman no cinema, curtindo este espetáculo visual e sonoro em um ambiente com tela e acústica de qualidade, que irão fazer você imergir neste reino subaquático fascinante criado pela DC.

Assista a crítica feita também em vídeo:

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