BOHEMIAN RHAPSODY (2018) – Crítica

507

No dia 13 de julho de 1985, eu tinha apenas 2 dias de vida. Minha mãe, eu acredito, ainda não tinha se recuperado totalmente dos esforços que fez pra me trazer a terra, mas tenho certeza de que ela perdeu de ver um belo show de grandes artistas mundiais não pelo motivo de meu nascimento, mas sim pelo fato de não possuir televisão em casa, já que era muito pobre na época. E é com esse momento sem sentido algum que abro meus pensamentos sobre a estreia de hoje, o tão aguardado filme biográfico do Queen, o Bohemian Rhapsody.

Digo que essa é uma biografia do Queen, e não apenas do Freddie Mercury porque não consegui separar um personagem principal no longa. Todos tem seus momentos de destaque, mostrando seu diferencial, sua importância nos diferentes períodos da banda, contabilizando também até as personalidades que vieram apenas a ferrar com a estrutura que durante muitos anos funcionou com muita criatividade.
E essa criatividade eu já conhecia das musicas, mas ver elas em imagens me gerou uma critica tão grande em relação a produção musical atual que me fez entender o motivo de não conseguir admirar muitas bandas hoje em dia. Falta paixão pela musica, paixão essa que vi se destacar durante os 135 minutos desse filme. Cada nova etapa, a cada novo álbum, uma paixão diferente, uma tentativa nova de buscar atender o desejo de cada um dos fãs do Queen, numa metamorfose eterna que parecia que nunca ia parar.
Biografia essa do Queen que, apesar da tentativa de destacar os momentos de vida de Mercury, me fez admirar a escolha dos atores para os demais papeis principais, cuja semelhança com os músicos originais era tamanha que havia momentos em que não consiga reconhecer o ator por baixo da maquiagem do personagem. Não tinha como separar um do outro, cada ator se transformou no musico ao que representava e no final sai do filme com a decisão de que a pior caracterização foi a feita por Rami, não por ele não ter conseguido fazer bem o personagem, mas sim por não conseguir visualizar o Freddie nele.
Tantos pontos foram destacados nesse filme, momentos alegres, brigas bobas e lutas importantes para o desenvolvimento da banda, novamente destacando que não foi apenas para um personagem, mas para cada um deles. Me fez entender a presença dos videoclipes deles em cada especial da MTV, da persistência da radio local em tocar Love of my life  gravada ao vivo no Rock in Rio pelo menos uma vez por dia. Era uma forma de mostrar para pessoas como eu, que tinha apenas 6 anos quando o Freddie morreu e se brincar com apenas uma radio de pilha em casa,  o que foi cada momento desse.
E novamente destaco o meu eu passado de apenas 2 dias de vida nesse texto, pois apesar de toda situação ao qual destaquei no inicio dessa critica, da certeza que passei a vocês da impossibilidade de eu ter lembranças do dia 13 de julho de 1985, eu posso confirmar com toda as palavras: EU ESTIVE PRESENTE NA APRESENTAÇÃO AO VIVO DO QUEEN NO LIVE AID!

Comente Aqui!