Você conhece Lucille Bremer? A atriz teve uma breve carreira em Hollywood. Saiba porquê

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Lucille Bremer nasceu em 21 de fevereiro de 1917 e teve uma carreira curtíssima, mas marcante nos filmes.

Lucille estou balé desde seus sete anos e amava dançar. Isso acabou com que passasse a trabalhar em várias boates de Nova York, no Radio City Music Hall até chegar na Broadway. Isso tudo antes dos 17 anos. E foi Arthur Freed, produtor da MGM quem a viu dançando e pensou que ela seria a garota certa para um filme musical que estavam produzindo.

O que Arthur Freed gostou nela foi a versatilidade. Ela podia ser uma ótima atriz dançarina mas também dramática. Preocupada em fazer sempre bem seu trabalho, a atriz passou a estudar artes dramáticas. É preciso que se diga que nesse tempo tanto Freed quanto o próprio Louis B. Mayer viam nela a possibilidade de transforma-la em uma estrela que preenchesse o vazio deixado por Eleanor Powell, que abandonara a carreira. Antes de estrelar um longa, ela fez dois curtas de testes, e ficava claro que ela tinha talento.

Acima você pode vê-la tocando piano para que Judy Garland cante no filme Agora Seremos Felizes (1944). Lucille interpretava um papel de destaque como a irmã mais velha de Garland. O filme de Minnelli se transformou em um grande sucesso, amparado também pela presença marcante da pequena Margaret O’Brien, que acabou roubando a cena de todos.

Com boas perspectivas, Lucille se animou. E no seu papel seguinte já seria a protagonista: Yolanda e o ladrão (1945) trazia Fred Astaire, foi feito em um magnífico technicolor. Ela substituía Judy Garland, que fora realocada para outro projeto. O que tenho a dizer é que o filme foi um retumbante fracasso na bilheteria. Era algo meio inacreditável, ainda mais que o diretor era Vincente Minnelli. Aqui embaixo um momento musical dos dois:

Não me parece tão ruim, mas isso foi suficiente para que sua carreira fosse abalada. Hollywood é dura. Mas embora tenha tomado a culpa para si, hoje em dia parece que os problemas eram mais de enredo viajado mesmo do que de qualquer coisa. Além do mais, Fred Astaire dessa vez não foi o coreógrafo. Acho que a junção de tudo deu no que deu.

Fred Astaire e Lucille Bremer em Yolanda and the Thief, 1945

Ela já estava meio desanimada, mas mesmo assim foi escalada para um filme em que quase toda a MGM atuou: Ziegfeld Follies. Uma enorme homenagem ao homem que criou shows espetaculares nos teatros. É um filme interessante de ver, pois é feito por esquetes e cada ator ou atriz tem seu momento. E ela teve o seu ao lado de Fred Astaire (mais uma vez).

Ela fez também Quando as Nuvens Passam (1946), uma homenagem ao compositor Jerome Kern, também contando com a presença de vários artistas da MGM. Nesse período ela já começava a ficar cansada do cinema. Mas ainda interpretou um filme ondee foi protagonista, o desconhecido noir Behind Locked Doors (1948). Ela sabia que já não tinha tantas chances nesse momento. Resolveu se aposentar das telas.

Provavelmente também teve influência seu namoro com Abelardo Luis Rodriguez, filho de um ex-presidente do México que ela conhecera quando estava filmando “The adventures of Casanova”. Os dois se casaram neste mesmo ano, 1948 e ela passou a morar no México, onde teve quatro filhos, Nicholas, Torre, Cristina e Karen.

Só encontrei essa foto dos dois juntos, sorry.

Durante um bom tempo ela recebeu convites para um retorno mas preferiu ficar em paz ao lado do marido. Em 1963 o casal se divorciou  e ela passou a morar na Califórnia, onde abriu uma lojinha de roupas para crianças. A ex-atriz morreu no anonimato aos 79 em 16 de abril de 1996 de ataque cardíaco. Fica só a lembrança de momentos seus nas telas.

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