Frases de Ingmar Bergman

1835

O teatro é como uma esposa fiel. Um filme é uma grande aventura, a amante. É caro e exigente.

Nenhuma forma de arte vai além da consciência comum como o filme faz. Ele vai direto às nossas emoções.

Espero nunca ficar velho, por isso sou religioso.

Em uma briga com um dos meus filhos, eu disse: “Eu sei que tenho sido um péssimo pai”. Ele respondeu: “Um pai? Você não tem sido nem isso.”

(Sobre Orson Welles): Para mim é vazio e desinteressante. Está morto. Cidadão Kane (1941), que eu tenho uma cópia é um filme querido por todos os críticos, mas eu o acho um tédio total. Acima de tudo, as performances são inúteis. O respeito que as pessoas tem com o filme é absolutamente inacreditável.

Eu nunca gostei de Orson Welles como ator, porque ele realmente nunca foi um ator. Em Hollywood você tem duas categorias, os atores e as personalidades. Welles era uma personalidade enorme, mas quando ele interpreta Othello vai tudo por água abaixo. Para mim ele é um cineasta infinitamente ruim.

(Sobre Jean-Luc Godard): Eu nunca gostei de seus filmes. Sempre os achei cinematograficamente interessantes e infinitamente chatos. Godard é um chato que fez os filme para os críticos.

Dentre os diretores que me impressionam cito o Steven Spielberg, Martin Scorsese e Francis Ford Coppola.

(Sobre Michelangelo Antonioni): Ele fez duas obras-primas e depois não teve mais que se preocupar com o resto. Uma delas é Blow Up (1966), que assisti muitas vezes, e A Noite (1961), também um filme maravilhoso. No entando detestei e achei O Grito (1957) muito chato e diabolicamente triste.  Antonioni nunca aprendeu realmente um ofício. Ele concentrou-se em imagens isoladas, nunca percebendo que o filme é um fluxo rítmico de imagens, um movimento.

Filme é um sonho, como a música. Nenhuma arte passa à nossa consciência da maneira que o filme faz. Ele vai diretamente para os nossos sentimentos e toca o fundo de nossas almas.

Minha visão das coisas é fundamental: é não ter qualquer visão básica de nada. Meus dogmas não existem mais.

(Sobre Andrei Tarkovsky): Quando seu filme não é um documento, é sonho. É por isso que ele é o maior de todos. Ele se move com tanta naturalidade na sala dos sonhos. Ele não se explica. O que ele deveria explicar afinal? Ele é um espectador, capaz de encenar suas visões no mais pesado, mas de certa forma, os mais dispostos da mídia.

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