Melhores Filmes de Luchino Visconti

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Luchino Visconti nasceu em 02 de novembro de 1906 em Milão. De família abastada, foi criado em um ambiente que proporcionou o contato com a cultura.

A estréia nas telas veio com Ossessione, filme que fazia parte do neorrealismo italiano. Seus trabalhos seguintes também contemplaram o movimento e tratava sobre temas relativos às emoções e a luta das classes mais esquecidas. Essa primeira fase foi inspirada em suas lutas no partido comunista ainda durante a segunda guerra mundial.

Porém, na década de 60 ele passou a se concentrar em uma realidade que conhecia bem, com filmes que tratavam de temas e cenários que remetiam à aristocracia. Exemplo são os filmes O Leopardo e Ludwig. Essa fase iria até o final de seus dias.

O cinema de Visconti impressiona com seus enquadramentos e detalhes nas cenas que tornam seus filmes elegantes, mesmo no período neorrealista. O diretor também chegou a fazer adaptações de obras famosas como O Estrangeiro e Morte em Veneza, um dos seus maiores sucessos.

O diretor que venceu A Palma De Ouro de Cannes, O Leão de Ouro de Veneza e que chegou a ser indicado ao Oscar por Os Deuses Malditos (1969) também se dedicou ao teatro e a ópera por mais de vinte anos. Visconti faleceu após sofrer um AVC em 17 de março de 1976. Tinha 69 anos. Separei alguns de seus títulos mais importantes:

Obsessão (Ossessione, 1943): Giovanna (Clara Calamai) é uma entediada dona de casa que se une ao seu amante, Gino (Massino Girotti) num plano para assassinar seu próprio marido. 
Belíssima (Bellissima, 1952): Madalena Cecconi  é uma mãe que deseja fazer com que sua filha seja famosa. Para isso será capaz de sacrificar a vida da pequena, bem como seu casamento.  Com Anna Magnani.
Noites Brancas (Le Notti Bianche, 1957): O filme é uma adaptação da obra de Dostoiévski e que traz a história de Mario, um homem que anda solitariamente e acaba conhecendo Natalia, uma pobre moça que chora em uma ponte. Ela lhe conta sua história e ele se apaixona por ela. i. Com Marcello Mastroianni e Maria Schell.
Rocco e Seus Irmãos (Rocco e i Suoi Fratelli, 1960): Após a morte do marido, a matriarca Rosaria parte com os filhos para Milão. Lá seus filhos sofrem grandes golpes. . Com Alain Dellon e Claudia Cardinale.
O Leopardo (Il Gattopardo, 1963): O príncipe Don Fabrizio Salina (Burt Lancaster) testemunha a decadência da nobreza e a ascensão da burguesia, lutando para manter seus valores em meio a fortes contradições políticas. Com Burt Lancaster, Claudia Cardinale e Alain Delon.
O Estrangeiro (Lo Straniero, 1967): Adaptação da obra de Camus, traz a figura de Mersault, um homem que não sente absolutamente nada. Após o funeral de sua mãe, ele mata sem querer um homem, e é levado a julgamento, não pela morte do homem, mas pela forma como agiu durante o enterro da própria mãe.  Com Marcello Mastroianni e Anna Karina.
Os Deuses Malditos (La Caduta degli dei, 1969): O filme mostra como uma família reage à queda durante o governo de Hitler. Com Dick Bogarte.
Morte em Veneza (Morte a Venezia, 1971): Gustav von Aschenbach (Dirk Bogarde) é um compositor que vai para Veneza em busca de repouso, após um período tenso. Lá ele se apaixona pelo jovem, Tadzio (Björn Andrésen), que está em férias com sua família. Tadzio incorpora o ideal de beleza que von Aschenbach sempre imaginou. Com Silvana Mangano, Bjorn Andresen, Dirk Bogarde.
Ludwig (1972): Ludwig II, o rei da Baviera, é retratado desde a coroação, quando tinha menos de 20 anos, até sua morte aos 40, em circunstâncias misteriosas.
O Inocente (L’Innocente, 1976): O aristocrata Tullio trai a esposa Giuliana, mantendo um tórrido caso com Tereza. Desprezada, Giuliana cai nos braços de um escritor, despertando a fúria do marido. A situação fica ainda pior quando ela anuncia sua gravidez. Com Giancarlo Giannini e Jennifer O’neill.

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Formada em Letras, Design e Especialista em Estudos cinematográficos. É sobretudo uma curiosa sobre o cinema. Fundadora do site Cinemaclássico, estuda cinema desde 2002. Ama Charles Chaplin, Raj Kapoor e navega constantemente em filmes de todo o mundo.