O Funeral de uma Deusa: Livro descreve últimos ritos de Marilyn Monroe

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O mundo descobria estupefato a morte de Marilyn Monroe em 5 de agosto de 1962. Ciente de como foram seus últimos tempos, Joe DiMaggio amigo e ex-marido, decidiu que iria cuidar pessoalmente de tudo, impedindo que pessoas que a prejudicaram comparecessem à cerimônia e fazendo tudo da maneira mais discreta possível. A intenção de DiMaggio era extremamente nobre, e para isso contratou os serviços da empresa  funerária de Abbott & Hast. Ele não sabia, porém, que Abbott e Hast lançariam anos depois um livro onde descreviam detalhes indelicados sobre o estado do corpo de Marilyn Monroe.

Joe no funeral de Marilyn

Em pouco tempo de funcionamento, a empresa de Allan Abbott e Ron Hast se tornou a preferida na região de Los Angeles. Contratados pelos ricos e famosos, também tinha um serviço de empréstimo de carros (Elizabeth Taylor e John Kennedy eram famosos clientes) e fizeram os funerais de Clark Gable e posteriormente de Natalie Wood, dentre outros. Em “Pardon My Hearse“, lançado em 2015, a dupla descreveu detalhes sobre os corpos de seus clientes, e em particular de Marilyn Monroe. Segundo Abbott, todos ficaram chocados com o estado em que ela se encontrava e que em nada lembrava a deslumbrante estrela de outrora.

 

Ela foi enterrada com este vestido da Pucci

Já no necrotério, o corpo de Marilyn foi embalsamamento. Após uma cirurgia para diminuir o inchaço do pescoço, ela seria vestida e maquiada pela última vez. Enquanto tudo acontecia, seis guardas vigiavam o ambiente. Joe aguardava durante todo o período, entre ansioso e amargurado, chorando copiosamente.

Vestiram-na com um vestido verde oliva da Pucci, já usado por ela em uma entrevista dada no México. A sra. Mary Hamrock, que trabalhava no mortuário, não achou que os seus seios estivessem bem. A atriz usava constantemente enchimentos para que eles parecessem maiores, e perto de sua morte perdera bastante peso. Hamrock e Abbott acabaram colocando enchimentos com algodão. Depois, ajeitando-os, disse: “agora sim vejo Marilyn monroe”.

Finalmente, em 6 de agosto de 1962, o corpo da atriz estava pronto para uma cerimônia discreta no cemitério de Westwood, aberta apenas para poucos convidados, e dirigida pelo triste Joe DiMaggio. Ele continuaria sempre visitando-a até sua morte em 1999. Não voltaria a se casar. Neste vídeo curto podemos ver como Joe estava visivelmente abalado:

Chama a atenção a maneira desrespeitosa como Abbott e seu companheiro falam sobre todo o processo, citando que ao chegar para o tratamento a atriz não tinha os cabelos pintados, não fizera a depilação das pernas há semanas e parecia desleixada. Eles também revelam detalhes sobre manchas e inchaços comuns em qualquer caso de rigor mortis. Nesse momento fica claro o quanto as pessoas cobravam dela. É cruel pensar como alguém ainda possa ser ferida mesmo após sua partida. E nem mesmo na morte, Marilyn conseguia ter paz, o sossego e o respeito que merecia. Não descreverei aqui muitos detalhes por achar desrespeitosos, mas caso haja curiosidade, eles podem ser melhor vistos nesta matéria aqui e nesta.

Há na internet várias fotos que mostram a saída da atriz de sua casa, assim como algumas de seu corpo. Optamos por não mostrar nenhuma aqui por acharmos desrespeitosas. Allan Abbott costumava se gabar de ter sido o último homem a segurar Marilyn Monroe nos braços. Tanto ele quanto Ron Hast já faleceram.

LIVRO: Pardon My Hearse: A Colorful Portrait of Where the Funeral and Entertainment Industries Met in Hollywood

Marilyn e Joe

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Formada em Letras, Design e Especialista em Estudos cinematográficos. É sobretudo uma curiosa sobre a sétima arte. Fundadora do site Cinemaclássico, estuda cinema desde 2002. Ama Charles Chaplin, Raj Kapoor e navega constantemente em filmes de todo o mundo.