Relembrando a bela Jeanne Crain

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Jeanne Crain nasceu na Califórnia em 25 de maio de 1925. Mudou-se para Los Angeles com a família quando seu pai passou a lecionar em uma escola local. Morando em Los Angeles, começou a fazer testes desde cedo. Um deles para participar de um filme de Orson Welles, mas foi reprovada. Em 1941 chegou também a fazer testes para A Canção de Bernadette (1943).

Em 1943 conseguiu uma pequena participação em Entre a Loura e a Morena (1943), estrelado por Alice Faye. No ano seguinte ganhou seu primeiro papel creditado em Amor Juvenil. Seu primeiro filme de grande sucesso foi Corações Enamorados(1945), onde atuou ao lado do consagrado ator Dana Andrews.

O final da década de 40 trouxe grande destaque para ela. Somente em 1949 estrelou três filmes de sucesso: Quem é o Infiel? (1949), O Leque de Lady Windermere (1949) e O que a Carne Herda (1949). O que a carne herda aborda uma questão racial bastante presente nos Estados Unidos. Dirigido por Elia Kazan, o drama narra a história de Pinky, uma jovem afro-americana que por não ter traços negros finge ser branca para conseguir cursar enfermagem.

O filme foi muito controverso desde seu lançamento, chegando a ser banido em algumas regiões. Acontece que naquela época, mostrar casais interracionais era até mesmo contra a lei em alguns estados norte-americanos. Além disso, atrizes como Lena Horne foram recusadas para o papel porque os produtores achavam que uma atriz branca traria maiores resultados nas bilheterias. Mesmo com toda a controvérsia, Jeanne foi indicada ao Oscar.

Atuou ao lado de Cary Grant na comédia romântica Dizem Que é Pecado (1951). Aqui ela interpretava uma mulher que, após descobrir-se grávida, envolve-se com o médico que é amado por todos da cidade. Mas Jeanne estava um pouco cansada desses tipos de papéis e passou a buscar personagens que julgava mais fortes. Assim, aparecceu em filmes como Homem sem Rumo (1955) e Chorei por Você (1957). Mas com a chegada da década de 60, e tantos filhos, sua carreira foi sendo colocada de lado.

Na noite de 31 de dezembro de 1945 ela se casou com Paul Brinkman. Ela tinha 20 anos e ele 27. Paul tentou a carreira como ator, mas não fez sucesso. Resolveu então se dedicar à uma empresa de fabricação de mísseis e se tornou um grande executivo.  Embora tenham tido várias separações e traições de ambas as partes durante todo o casamento, permaneceram juntos até o final da vida dele, em 2003. A atriz e Paul tiveram 7 filhos: Paul, Michael, Timothy, Jeanine, Lisabette, Maria e Christopher.

Após se aposentar das telas, Jeanne e o marido passavam boa parte de sua vida na fazenda. Ela faleceu dois meses depois da morte do marido, em 14 de dezembro de 2003, vítima de um ataque cardíaco. Tinha 78 anos de idade.

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