Curiosidades sobre a atriz Sônia Braga

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Sônia Maria Campos Braga nasceu em  Maringá, em 8 de junho de 1950. Hoje ela completa 68 anos, é uma das atrizes brasileiras de maior destaque nacional e internacional. Separamos algumas curiosidades a seu respeito. Confira:

1. Sônia estreou aos 17 anos no teatro em “Jorge Dandin, o Marido Enganado“, texto baseado na peça de Molière. No ano seguinte estava na montagem brasileira do musical da Broadway, Hair. 

Em Hair ela trabalhou ao lado de Antonio Fagundes e Ney Latorraca sob a direção de Ademar Guerra. Na peça, ela apareceu nua em uma das cenas.

2.  O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla foi seu primeiro filme

 

Confira a cena:

3. Na década de 70, a atriz recebeu o troféu Helena Silveira de Revelação Feminina por sua participação em Vila Sésamo

Baseado em “Sesame Street”, Vila Sésamo trazia lições educativas para as crianças e foi exibido no Brasil entre 1972 e 1977. Além de Sônia e os bonecos Garibaldo e Gugu, o elenco contava ainda com Armando Bógus, Aracy Balabanian, Flávio Galvão e Manuel Inocêncio. Confira um trechinho:

 

4. Gabriela a tornaria famosa em todo o Brasil

A estreia em novelas foi em Irmãos Coragem (1970), mas a atriz se consagrou mesmo foi  interpretando Gabriela na novela homônima dirigida por Walter Avancini e baseada no livro “Gabriela, Cravo e Canela”, de Jorge Amado. Essa é a cena mais famosa:

 

5. Gabriela virou filme

O filme foi lançado em 1983, e foi dirigido por Bruno Barreto. A atriz repetiu seu papel da novela e teve dessa vez como par o ator italiano Marcello Mastroianni. Confira um trecho:

 

6. Outro grande sucesso das telas foi Dona Flor e Seus Dois Maridos

Sônia interpretava Flor, uma dona de casa oprimida que, após a morte de seu primeiro marido, casa-se com o correto porém sem sal Dr. Teodoro Madureira (Mauro Mendonça). A vida certinha não fez com que esquecesse o finado Vadinho (José Wilker). A atriz foi indicada ao BAFTA de Revelação e o filme ao Globo de Ouro.

7. O Beijo da Mulher Aranha (1985) trouxe a consagração internacional

Dirigido por Hector Babenco, O Beijo da Mulher Aranha trazia no elenco William Hurt, Raul Julia, José Lewgoy e Milton Gonçalves, dentre outros. O filme foi indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, diretor, roteiro e ator (William Hurt), ganhando nesta última categoria. O Beijo saiu como vencedor do Festival de Cannes de 1985 e no ano seguinte Sônia foi membro do juri do festival.

8. Sônia foi a musa inspiradora de duas músicas de Caetano Veloso

Os dois namoraram na década de 70 e ele dedicou à ela duas músicas: Tigrega e Trem das Cores. Que tal ouvi-las agora?

Ela estava lá quando o cantor recebeu uma homenagem no Grammy Latino de 2012:

9. E foi a primeira brasileira a apresentar um prêmio do Oscar:

Foi em 1987 e ela apresentou ao lado de Michael Douglas.

10. Em 2016, brilhou em Aquarius, filme nacional que venceu vários prêmios

As filmagens do longa dirigido por Kleber Mendonça Filho foram realizadas em Recife e teve como destaque também a bela trilha sonora escolhida. Aquarius estreou no Festival de Cannes e foi apresentado no Brasil pela primeira vez no Festival de Gramado. Há uma estimativa de que cerca de 357 mil pessoas assistiram ao filme no cinema apenas no Brasil.

Sônia recebeu pelo filme os seguintes prêmios: Biarritz International Festival of Latin American Cinema, Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, International Cinephile Society Awards, Festival de Cine de Lima, Festival Internacional de Cine de Mar del Plata, Prêmio Ibero-Americano de Cinema Fênix, San Diego Film Critics Society Awards e Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano.

11. Sobre a Clara, sua personagem em Aquarius, ela declarou:

“A cena em que ela tira a roupa [relevando só um seio e a cicatriz de uma mastectomia] e entra no chuveiro, no cinema, é uma metáfora. Clara é muito sincera, muito firme. Não vai reconstruir alguma coisa… Por que motivo, entende? Tenho grande admiração por mulheres que sobreviveram ao câncer. Pelas mulheres, normalmente, tenho um respeito muito grande. Às vezes encontro mães na rua com um bebê no colo, outro maiorzinho do lado… E falo: “Você é meu ídolo”. Nunca tive filhos, mas vejo que a carga da mulher é muito forte. Não acho que falar disso minimiza, de maneira alguma, o lado dos homens. É que nós somos mulheres e discutimos mais a mulher, porque ficamos muito tempo no mundo sem um lugar. Fomos rainhas sem direitos, entende? Mulheres, numa determinada época da história da humanidade, foram poderosíssimas, mas esse poder não permaneceu em sociedade”. Fonte.

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