Judy Garland de A a Z

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Amigos: Lauren Bacall, Mickey Hooney, Doris Day, Katherine Hepburn.

Bebês: Judy fez dois abortos. Um de seu primeiro marido (por indução do Estúdio, que insistiu que atrapalharia sua carreira) e outro do ator Tirone Power, com quem manteve um caso antes de casar-se com Vincente Minelli. Ela sofreu de depressão pós parto no nascimento de suas filhas Liza e Lorna.

Carta aos fãs: escrita um ano antes de sua morte: “Eu gostaria que eles soubessem que eu estive apaixonada por eles minha vida toda, e que eu tentei agradar. Espero ter conseguido.”

David Rose: Garland fugiu durante as filmagens de Babes on Broadway para casar com ele. Para sua família e estúdio deixou somente um bilhete que dizia: “Estou muito feliz por Dave e eu termos nos casado – dê-me um pouco de tempo e voltarei para terminar o filme com uma tomada por cena. – Amor, Judy.”. Foi obrigada a voltar ao trabalho 24h depois.

Encapamento para os dentes: Como tinha os dentinhos tortos na frente, em alguns filmes foram colocados encapamento. Isto é visível no filme O Mágico de Oz.

Filhos: Liza Minelli, Lorna Luft e Joey Luft. Judy dividia a guarda de Liza com o pai, Vincente. Lorna e Joey foram disputados na justiça, e a atriz fugiu para a Inglaterra para não perde-los para o pai. Liza e Lorna tornaram-se cantoras e Joey fotógrafo.

Grammys: cinco pelo LP Judy Garland at Carnegie Hall.

Homenagem: a personagem Mary Ann da série televisiva da década de 60 “Gilligan’s Island” foi inspirada no visual de Dorothy

Ícone Gay: a atriz é considerada um dos maiores ícones gays em parte por causa da música tema do filme O Mágico de Oz, “Over the Rainbow”, em que fala em ultrapassar o arco-íris em busca de seus sonhos.

Jamais terminou: o filme Annie Get Your Gun (1950), por causa de suas crises. Foi demitida da MGM e prontamente substituída por Betty Hutton. Algumas cenas suas neste filme estão disponíveis em alguns documentários.

Kansas: no dia 27 de junho de 1969, data da morte da atriz, curiosamente houve um tornado em Kansas, cidade onde era ambientado o filme “O Mágico de Oz”.

Liza Minelli: Os críticos cochichavam que o bebê de Judy com Vincent Minelli, seria “imaculado” (filho de Dorothy com um homossexual). E todos ficaram surpresos quando Liza nasceu com os olhos e as bochechas do pai, e o nariz empinado da mãe. O primeiro marido de Liza foi o filho de Jack Haley, co-star da mãe no Mágico.

Mansão mal assombrada: Após o casamento com David Rose, os dois foram morar na mansão onde já habitara Jean Harlow. O marido desta se suicidou com um tiro em uma das dependências. A mansão voltou a ser destaque com a chacina de Charles Manson, em que a atriz Sharon Tate foi brutalmente assassinada.

Nasce uma estrela: retornou ao cinema com o filme, concorreu ao Oscar de Melhor Atriz e perdeu para Grace Kelly. Considerado uma das maiores injustiças do Oscar. Segundo Groucho Marx, o maior roubo desde o Brink’s. A atriz jamais se conformou com isto, embora fizesse brincadeiras a respeito do assunto.

Overdose de barbitúricos: Aos 47 anos seu rosto já mostrava os efeitos agonizantes do excesso de extravagâncias que teve na vida. Como atriz já não trabalhava, mas ainda cantava. Cheia de dívidas, acabou morrendo de overdose, em 1969, em Londres. Tinha apenas 35kg à época. Uma de suas irmãs também morreu de overdose, pouco antes de Judy.

Par constante: Mickey Rooney. Foram ao todo 10 filmes.

Querida mamãezinha: Ethel Gumm era tida por Judy como uma mãe exploradora. A atriz a acusou de incita-la ao uso de medicamentos para emagrecer e também controlar seu dinheiro, chegando inclusive a receber parte de seu pagamento. Após o casamento Judy cortou para sempre o contato com a mãe.

Remédios: anfetaminas (a faziam ter alucinações e mudanças de humor). Em entrevista uma entrevista para Jack Paar, sobre as gravaçoes do Mágico de Oz, falou que os atores ficavam passando na frente dela (na cena da estrada de tijolos), e que ela ficava tentando ir pra frente, mas eles não deixavam. E o diretor ficava possesso com isso. Até que, em determinado momento, o diretor gritou. “PORCOS IMUNDOS, SAIAAAAAAM DA FREEEENTE, DEIXEM A MENININHA PASSAR”.

Shows: ela costumava citar causos de sua vida, de forma cômica.

Temores: ela tinha pavor de voar, cavalos e armas de fogo.

Uma decepção: perder Artie Shaw, por quem estava apaixonada, para Lana Turner, que era sua amiga na época.

Velório: Dentre seus amigos que compareceram, estavam Mickey Rooney, Lauren Bacall, Cary Grant, June Alysson, Ray Bolgerm Katharine Hepburn, Sammy Davis Jr,, Dean Martin,Lana Turner, Fred Bartolomew, Jack Benny, Kay Thompson e Alan King. Frank Sinatra pagou o funeral e afirmou que ela era maior que todos eles juntos. Dos seus ex-maridos, apenas Mickey Deans e Sid Luft estavam presentes. Liza pagou as despesas.

Wizard Of Oz: a atriz tinha 17 anos quando estrelou. Havia uma cláusula em seu contrato em que estipulava que ela não poderia engordar ou perder a voz. Daí o início nos remédios que iriam acabar com sua vida.

Zoada: L. B. Mayer a chamava de corcundinha, por ela ter um desvio na coluna. A atriz, adolescente na época, ficou traumatizada e achando-se feia.

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Especialista em Cinema Clássico e Crítica Literária, é sobretudo uma curiosa. Fundadora do site Cinemaclássico, estuda o cinema desde 2002. Ama Charles Chaplin, Raj Kapoor e navega constantemente em filmes de todo o mundo.