Melhores Diretores Franceses

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O cinema surgiu na França, com os Irmãos Lumiere, e desde então o país é cultuado como um dos polos mais produtivos do mundo. Berço de grandes revoluções, inclusive culturais, viu nascer o cinema e a nouvelle vague, movimento mais marcante do cinema moderno. Selecionamos alguns dos cineastas mais importantes da França:

 

Marcel Carné (1906 – 1996): Dirigiu seu primeiro filme aos 25 anos, se tornando assistente de Rene Clair durante vários filmes. Sob a ocupação alemã da França durante a Segunda Guerra Mundial, Carné trabalhou na zona de Vichy, onde ele subverteu as tentativas do regime para controlar a arte; várias de sua equipe eram judeus, incluindo Joseph Kosma e cenógrafo Alexandre Trauner. Sob condições difíceis que eles fizeram mais conceituados Carné do filme Les Enfants du paradis (Children of Paradise, 1945) lançado após a Libertação da França. No final de 1990, o filme foi eleito o “Melhor Filme francês do Século” em uma votação de 600 críticos franceses e profissionais.

Filmes que Indicamos: O Boulevard do Crime (1945) e Juliette ou La clef des songes (1951).

 

François Truffaut (1932 – 1984): foi um dos criadores da Nouvelle Vague, movimento que revolucionou a história do cinema mundial. Ator, diretor e crítico de cinema, trazia em suas obras o amor que sentia pelas mulheres e as lembranças de sua infância. Sua paixão pelo cinema americano e por Alfred Hitchcock também influenciou boa parte de sua obra. Steven Spielberg, Brian de Palma e Martin Scorsese estão entre os cineastas que foram influenciados por sua obra.

Filmes que indicamos: Os Incompreendidos (1959) e Uma Mulher para Dois (1962).

 

Jean Renoir (1894 – 1979): filho do pintor Pierre-Auguste Renoir, desde cedo demonstrou interesse pelas artes. Começou a carreira fazendo filmes mudos e continuou após a ascenção do cinema falado. Dentre suas maiores obras estão A Grande Ilusão e A Regra do Jogo. Cineastas como Orson Welles o cultuam até hoje, embora ele não tenha sido muito considerado na sua época.

Filmes que indicamos: A Regra do Jogo (1939) e A Grande Ilusão (1937).

 

Jean-Luc Godard (1930): Contemporâneo de François Truffaut, era crítico antes de se tornar cineastas e é reconhecido por seu estilo inovador na narrativa e na direção, tornando-o um dos cineastas mais revolucionários da história do cinema. Ele é um dos mais inventivos diretores da Nouvelle Vague.

Filmes que indicamos: Viver a Vida (1962) e O Demônio das 11 Horas (1965).

 

Louis Malle (1932 – 1995): Ele iniciou a carreira no cinema como assistente de Robert Bresson e realizou mais de 30 filmes ao longo de sua carreira. Contemporâneo da nouvelle vague, tinha um estilo diferente dos cineastas que participaram do movimento, sendo de certa forma rejeitado por eles. Também foi bem sucedido em sua carreira na América, construindo uma carreira sólida com filmes que retratavam os valores burgueses.

Filmes que indicamos: Les Amants (1958) e Pretty Baby (1978).

 

Robert Bresson (1901 – 1999): Considerado um dos maiores mestres do cinema francês, era pintor antes de se tornar roteirista e diretor. Seu primeiro longa metragem veio em 1943, com Les Anges du Péché. Ficou reconhecido por seu estilo minimalista, criando um estilo próprio.

Filmes que indicamos: Pockpocket (1959) e A Grande Testemunha (1966)

 

René Clair (1898 – 1981): Estreou em 1924 com Paris qui dort e sua carreira durou mais de 42 anos. Um dos precursores do filme de autoria, foi o primeiro cineasta a entrar na Academia Francesa. Após consolidar-se na França, partiu para fazer filmes na Inglaterra, imigrando para os Estados Unidos no final da década de 30.

Filmes que indicamos: Les Grandes Manœuvres (1955) e I Married a Witch (1942).

 

Georges Mélies (1861 – 1938): Impossível falar sobre cinema e não citar Georges Méliès, por sua imensa contribuição à história do cinema. Ele é considerado o “pai dos efeitos especiais” e chegou a fazer 500 filmes, construindo primeiro estúdio cinematográfico da Europa.

Filmes que indicamos: Viagem à Lua (1902) e Le Manoir du diable (1896)

 

Agnès Varda (1928): Apesar de ter nascido na Bélgica, foi na França que sua carreira floresceu. Suas fotografias, filmes e instalações abordam questões referentes à realidade no documentário, ao feminismo e ao comentário social.

Filmes que indicamos: Cléo das 5 às 7 (1962) e Os Renegados (1985)

 

Luc Besson (1959): Besson fez curso de Cinema nos Estados Unidos, regressando à sua carreira para se dedicar às artes, se tornando diretor de fotografia, montador e diretor. Besson possui um complexo cinematográfico avaliado em 180 milhões de euros, conhecido como a “Hollywood Francesa”.

Filmes que indicamos: Nikita (1990) e Taxi (1998)

 

Claude Chabrol (1930 – 2010): Muitos o consideram o criador da nouvelle vague. Crítico de cinema, trabalhou ao lado de Truffaut na Cahiers du cinema e dirigiu seu primeiro filme, Le Beau Serge em 1959.

Filmes que indicamos: Madame Bovary (1991) e Le Boucher (1970)

 

Henri-Georges Clouzot (1907 – 1977): Clouzot foi um cineasta admirado, temido e controvertido. Muito meticuloso e conhecedor de todos os truques técnicos da sétima arte, se transformou em um dos mais célebres diretores do cinema europeu nos anos 40 e 50.

Filmes que indicamos: As Diabólicas (1955) e O Mistério de Picasso (1956)

 

Jean Cocteau (1889 – 1963): Nascido numa pequena vila próximo a Paris, Jean Cocteau foi um dos mais talentosos artistas do século XX. Além de ser diretor de cinema, foi poeta, escritor,  pintor, dramaturgo, cenógrafo e ator e escultor. Expoente importante do Surrealismo, teve enorme influência na obra de outros artistas.

Filmes que indicamos: Orfeu (1950) e A Bela e a Fera (1946)

 

Claude Autant-Lara (1901 – 2000): A sua maior fase veio logo após a guerra, quando dirigiu filmes como  The Devil in the Flesh (1947) e L’Auberge rouge. Era um admirador da obra de Georges Méliès e fascinado por novas técnicas. Suca carreira decaiu durante a década de 60 e ele se envolveu durante a década de 80 com a política.

Filmes que indicamos: The Devil in the Flesh (1947) e L’Auberge rouge (1951).

 

René Clément (1913 – 1996): Considerado um dos maiores diretores do cinema francês, iniciou a carreira escrevendo roteiros para Jacques Tati na década de 1930. Ao lado de Jean Cocteau, dirigiu A Bela e a Fera, filme vencedor do Festival de Cannes em 1946.

Filmes que indicamos: O Sol Por Testemunha (1956) e Brinquedo Proibido (1952).

 

Abel Gance (1889 – 1981): cineasta, produtor e editor de filmes, escritor e ator, começou a carreira no cinema mudo e após a chegada do cinema falado não conseguiu fazer bem a transição. Embora ele tenha continuado a fazer filmes por muitas décadas, nunca mais alcançou o reconhecimento e o sucesso que ele havia experimentado nos anos de 1920 e gastou muito do seu tempo modernizando seus antigos filmes, produzindo versões sonoras para suas obras-primas anteriores, J’Accuse e Napoléon.

Filmes que indicamos: La Folie du Docteur Tube (1915) e NApoleão (1927)

 

Alain Resnais (1922 – 2014): cineasta francês conhecido por suas obras-primas de ficção poética, como “Hiroshima mon amour”, e “L’année dernière à Marienbad”. Ambos os filmes têm como marca o uso de temáticas que abordam questões de tempo e memória.

Filmes que indicamos: Hiroshima, Meu amor (1959) e Amores Parisienses (1997)

 

Jacques Feyder (1885 – 1948): Diretor, roteirista, ator, produtor de cinema e editor de origem belga, trabalhou principalmente na França e nos Estados Unidos. Fez grande sucesso na década de 20 com filmes mudos que traziam uma enorme poética. Tornou-se um cidadão francês em 1928.

Filmes que indicamos: O Beijo (1929) e A Última Cartada (1934)

 

Jean Epstein (1897 – 1953): Em 1922 realizou, em colaboração com Jean Benoît Lévy, a sua primeira obra cinematográfica, um documentário sobre a vida de Pasteur e, no ano seguinte, Coeur Fidèle, filme em que põe em prática as suas teorias. Toda a sua obra seguinte foi marcada por essa tendência. Os seus primeiros filmes inspiraram-se em obras de Balzac, Alphonse Daudet, George Sand, Edgar Allan Poe.

Filmes que indicamos: A Queda da Casa de Usher (1928) e O Espelho de Três Faces (1927)

 

Julien Duvivier (1896 – 1967): Admirado por muitos legendários companheiros cineastas como Ingmar Bergman e Jean Renoir, Julien Duvivier é um dos grandes do cinema francês. Dirigiu seu primeiro filme em 1919, Haceldama ou Le prix du sang, que não foi um sucesso e não evidenciou nada do lirismo e beleza que definiria sua carreira posterior. Em 1930, seu talento eclodiu, começando com David Golder.

Filmes que indicamos: O Demônio da Algéria (1937) e Anna Karenina (1948)

 

Jacques Tati (1907 – 1982): Antes de se tornar diretor chegou a ser jogador de rugby na França. Hábil mímico, trabalhou com pouco sucesso no music-hall. Sua carreira de cineasta começou em 1947 com “Jour de Fête” que lhe rendeu o prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza, na Itália e o Grande Prêmio do Cinema Francês em 1950.

Filmes que Indicamos: Carrossel da Esperança (1948) e Meu Tio (1958)

 

Jacques Rivette (1928 – 2016):  Junto com François Truffaut, Jean-Luc Godard, Eric Rohmer e Claude Chabrol, faz parte do grupo de críticos da revista Cahiers du Cinéma que se tornaram posteriormente cineastas.

Filmes que indicamos: A Bela Intrigante (1991) e Não me Toque (1971)

 

Jean Vigo (1905 – 1934): Apesar de ter vivido menos de 30 anos, dirigiu dois filmes que marcaram o desenvolvimento futuro do cinema francês e mundial: Zéro de conduite (1933) e L’Atalante (1934). Vigo contribuiu para a introdução do realismo poético no cinema nos anos 1930 e influenciou a Nouvelle Vague, entre o final dos anos 1950 e o início dos anos 1960.

Filmes que indicamos:  O Atalante e Zero de Conduta

 

Jean-Pierre Melville (1917 – 1973): realizador, produtor, ator e argumentista francês, grande apreciador do film noir americano dos anos quarenta e autor de alguns conhecidos filmes policiais, interpretados por atores como Alain Delon, Jean-Paul Belmondo ou Lino Ventura.

Filmes que indicamos: O Samurai (1967) e O Círculo Vermelho (1970)

 

Jacques Tourneur (1904 – 1977): Nascido na França e filho de Maurece Touneur, iniciou a carreira em 1931 com  He made his debut as a director on French short film T. Em Hollywood foi aclamado por seus filmes noir. Dentre eles os de maior sucesso foram  Cat People, I Walked with a Zombie e The Leopard Man.

Filmes que indicamos: Sangue de Pantera (1942) e Fuga do Passado (1947)

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