A História de amor de Mary Pickford e Douglas Fairbanks

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Hollywood conheceu algumas histórias de amor, e algumas delas se tornaram célebres. Sempre que dá estarei contando algumas delas. Já contei, por exemplo, sobre Lauren Bacall e Bogart, sobre Paulette Goddard e Chaplin e sobre Ingrid Bergman e Roberto Rossellini. Hoje contarei um pouco mais sobre a história de Douglas Fairbanks e Mary Pickford, que formaram um dos primeiros casais mais famosos do cinema.

Douglas Fairbanks (1883 – 1939) estava no início da carreira no teatro quando conheceu Anna Beth Sully, sua primeira esposa, na Broadway. Após um breve namoro, se casaram em grande estilo em 1907. Ele era um conhecido gentleman, e um infiel incorrigível. Beth aceitava tudo com grande resignação em em 1909 teria o único filho do casal: Douglas Fairbanks, Jr, que assim como o pai, se tornaria um grande astro do cinema. Enquanto permanecia casado com Beth, Douglas conheceu inúmeras mulheres.

Fairbanks com Beth e o único filho do casal, Douglas Fairbanks Jr.
Bette com o filho Fairbanks Jr.

Mary Pickford partiu do Canadá e se tornou uma grande estrela na América. Desde os 17 anos sustentava a família inteira com seus filmes. Ajudou seus irmãos Jack e Lottie a entrarem no cinema. Em 1910, aos 18 anos, já estava casada com Owen Moore, um ator canastrão e também alcoólatra, que passaria a lhe explorar.  Com ele aprendeu a beber e trabalhava para pagar suas dívidas.

Mary Pickford e Owen Moore

Com ele aprendeu a beber. Na festa em questão, ela tentava atravessar uma ponte escorregadia, e Douglas a ajudou a chegar ao outro lado. Começaram um romance logo em seguida. Ele, acostumado a enganar a esposa, escapava sorrateiramente no meio da noite para encontrar Mary e tão logo o dia começava, voltava à sua casa.

Em 1915 finalmente Douglas e Mary se encontraram. Os dois estavam em uma festa dada pela atriz Elsie Janis em novembro de 1915 em Nova York. Os dois se apaixonariam perdidamente. A notícia sobre o romance entre os dois atores casados espalhou-se por toda Hollywood, embora eles tentassem ocultar por todos os motivos possíveis. Mary ficara famosa com suas personagens angelicais, e temia que o público ficasse chocado com um romance com um homem casado. Douglas, por sua vez, temia renunciar aos votos feitos na igreja. O destino acabou dando uma mãozinha quando, em 1917 foram chamados para fazerem juntos uma campanha de venda de bônus para a primeira guerra mundial com Charles Chaplin.

Douglas e Mary em campanha com Charles Chaplin, 1917

Eles já não conseguiam esconder, e ao contrário do que imaginavam, o público aceitou definitivamente o novo casal. Afinal,  tratava-se da namoradinha da América e o ídolo americano. Beth, esposa de Douglas, ficou perplexa, mas acabou aceitando um acorde de 500 mil dólares para se separar. Mary teria mais problemas, já que Owen não queria facilitar o divórcio. Após um ano, e uma exigência de 100 mil dólares, a atriz conseguia finalmente sua liberdade. Pouco tempo depois, em 1920, Mary e Doug se casaram.

O casal em 1925

A lua de mel foi na Europa, e eles personificavam o casal feliz. Confira nossa matéria sobre a mansão que eles compraram e que ficou conhecida como PickFair:

PickFair, a mansão mais famosa de Hollywood

Amados por toda a América, recebiam amigos na mansão e faziam grandes festas. Porém, com o tempo o casamento começou a se desgastar, inicialmente por causa do excesso de ciúmes de Douglas. O ator, embora soubesse que ela era atriz, não gostava de vê-la em cenas de beijos com outros atores. Da sua parte, Mary começava a beber cada vez mais, excedendo o socialmente aceitável, enquanto que ele continuava abstêmio. Douglas também voltou a ter casos com outras mulheres, o mais célebre deles com a atriz Maria Alba, com quem ele trabalhou em Mr. Robinson Crusoe (1932).

Douglas Fairbanks e Maria Alba

Douglas passava mais tempo fora de casa em viagens particulares. Com o tempo, Mary se cansou e iniciou também seus casos: marcou uma viagem com o ator Buddy Rogers. Ao saber do encontro, Douglas voltou e lhe pediu que não o abandonasse. O casal fez as pazes, mas não por muito tempo. Douglas resolveu deixar a Pickfair e mudar-se em definitivo para a Inglaterra, iniciando um romance com Lady Sylvia Ashley. Sabendo disso, em 1934, Mary Pickford pediu o divórcio.

Inicialmente ele pensou que a esposa não iria tão longe, e acreditava que apesar de tudo ainda lhe amava. Mas o escândalo de sua relação pública com Sylvia a magoou profundamente. Ele enviou inúmeros telegramas pedindo que o aguardasse, tentando reconciliação, mas não obteve resposta. Diante disso, resolveu se casar com Lady Sylvia.

Douglas com Lady Sylvia Ashley, sua última esposa

O que Douglas não sabia era que Mary tinha enviado um telegrama a ele, aceitando um encontro. Mas o mesmo só foi encontrado algum tempo depois por Douglas Fairbanks Jr. Era tarde demais. Em 1936 o ator casou-de com Lady Sylvia. No ano seguinte, Mary casaria-se com Buddy Rogers e adotaria dois filhos.

Mary e Buddy, seu terceiro marido

Douglas, acabou morrendo em 1939 de um ataque cardíaco após vários anos entregue ao alcoolismo. Mary chorou profundamente. Ela ficaria casada com Buddy até sua morte em 1979, aos 79 anos. Lady Sylvia Ashley se casaria pouco tempo depois com Clark Gable.

 

Visite o site oficial de Mary Pickford: http://marypickford.org/

 

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