A Dama das Camélias (1936)

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A Dama das Camélias é um dos maiores clássicos da literatura mundial. Conforme falo um pouco nesta matéria, foi publicado em 1848 por Alexandre Dumas Filho, e trazia traços biográficos. O romance trazia a história da cortesã que, num gesto nobre, renuncia ao grande amor de sua vida. A história teve várias versões, tanto para os palcos quanto para o cinema. Uma das mais conhecidas é a versão de 1921, que traz Alla Nazimova e Rodolfo Valentino nos papéis principais. Mas a mais famosa talvez seja esta dirigida por George Cukor.

No filme, Marguerite Gautier surge inicialmente comprando camélias, suas flores preferidas. Seu estilo de vida caro é bancado pelos homens, e mais especificamente o Barão de Varville. Mas ela não o ama. Mais tarde ela vai ao teatro. Uma mulher pública, é conhecida por todos. Em meio à agitação do lugar, acaba conhecendo o jovem Armand, e por ele se apaixona.

Ele também se apaixona pela cortesã e os dois vivem dias de amor. Até que surge a figura do imponente pai de Armand, e pede que Marguerite renuncie ao seu amor, já que seu amor prejudica seu amado. Ela acata o pedido, e abre mão do único homem que ama. A literatura mundial está repleta de mulheres “punidas” por seu comportamento. Camille é apenas uma delas.

Produzido em 1936, o romance trazia grandes nomes da MGM. O principal deles era Greta Garbo (o maior nome da companhia então), Robert Taylor (como o jovem e belo Armand) e Lionel Barrymore (numa curta porém precisa participação).

Mas o resultado realmente foi espetacular. Camille foi um sucesso de público e crítica que ajudou a formar a imagem intocável da atriz que poucos anos depois abandonaria as telas. Além da presença de Greta, outro fator muito marcante foram os figurinos feitos exclusivamente por Adrian, e que serviram para ampliar a grandeza da mulher. Imaginamos o impacto caso o filme tivesse sido realizado em cores. Nessa imagem abaixo, que mostra a gravação de uma das cenas, temos uma ideia.

Falando ainda em Garbo, essa fascinante atriz, ela tinha alguns segredinhos de atuação. Segundo o IMDB, para se sentir mais à vontade, a sueca utilizava por baixo dos vestidos chinelos bem confortáveis. Outro dos segredos, que nem era segredo, mas sim, uma forma de sobreviver, era esvaziar o estúdio, mantendo uma quantidade mínima de pessoas. Greta era imensamente tímida, e se sentia melhor assim.

 

O estilo de Garbo é diferenciado, e nesse filme em específico dá para sentir o quanto ela se esforçou pela personagem. Ela se torna a personificação de uma mulher que vive de aparências, e por aparências deixa seu amor partir. E apesar do que possam dizer, considero-a uma excelente atriz, e uma das maiores presenças de telas que já existiram. Garbo chegou a ser indicada ao Oscar por sua participação. E ela mesma considerava esta sua melhor atuação. Não ganhou, infelizmente. Mas guardaria um par de luvas como recordação. A única recordação que levaria de Hollywood, dizem.

E você? Já assistiu a esse filme? O que acha dele?

 

Este filme foi lançado em dvd no Brasil pela Classicline, e pode ser adquirido diretamente no site da distribuidora:

 

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