Os Melhores Filmes de Janet Leigh

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Janet Leigh é hoje lembrada como a atriz que realizou a famosa cena do chuveiro no filme de Alfred Hitchcock, mas teve uma carreira repleta de grandes sucessos. Uma das pessoas que mais a incentivaram no início foi Norma Shearer, atriz renomada e esposa do todo poderoso da MGM Irving Thalberg, que deu a maior força para que ela fosse contratada pelo estúdio.

A atriz, cujo nome verdadeiro é Jeanette Helen Morrison, estreou nas telas no filme The Romance of Rosy Ridge (1947), aparecendo em seguida em vários outros filmes de diversos gêneros. Na década de 40 construiu uma imagem de boa moça, que a acompanhou em diversos filmes e foi ratificada pelo casamento com o astro Tony Curtis em 1951.

 Os dois formaram um dos casais mais exaltados na Hollywood de então, e se tornaram pais de dois filhos, as atrizes Jamie Lee Curtis e Kelly Curtis. Ao lado de Tony, ela apareceu em cinco filmes: Houdini, O Homem Miraculoso (1953), O Escudo Negro de Falworth (1954), Vikings, Os Conquistadores(1958), De Folga para Amar (1958) e Quem Era Aquela Pequena? (1960). O casal se separou em 1962 após várias traições dele.

Sua carreira alcançou o auge na década de 50, quando ela atuou com vários astros conhecidos como Judy Garland, Mickey Rooney, Robert Ryan, Elizabeth Taylor e Glenn Ford, dentre outros. Quatro Destinos, famosa adaptação do clássico de Louise May Alcott trouxe seu primeiro grande êxito com a personagem Meg.

Com o excelente A Marca da Maldade, do mestre Orson Welles verificamos uma mudança significativa em sua carreira, com personagens mais adultos e sensuais. Aqui ela é a esposa que em meio a lua de mel no México encontra-se envolvida em uma trama de assassinatos.
 A atriz costumava dizer que depois de ter feito a famosa cena do chuveiro em Psicose, jamais conseguiu tomar banho em paz. As dificuldades valeram a pena, e graças a esse papel ela foi indicada ao Oscar e consta em todos os livros de história do cinema. Nas décadas seguintes porém, dedicou-se à televisão e teatro, sendo seu último trabalho, Bad Girls from Valley High, lançado após sua morte em 2004. A atriz tinha 77 anos.

Fizemos uma seleção de alguns de seus melhores filmes para que você possa conferir sua carreira:

Psicose (1960), de Alfred Hitchcock: Marion Crane, rouba a firma em que trabalha e foge para recomeçar sua vida. Uma tempestade a faz parar num hotel de beira de estrada, onde é recebida pelo estranho, porém afável, Norman Bates (Anthony Perkins), que cuida do lugar. Quando Marion, desaparece, sua irmã e o amante decidem investigar.

O Preço de um Homem  (1953), de Anthony Mann: Howard Kemp (James Stewart) é um colonizador que perdeu suas terras enquanto lutava na Guerra Civil. Para obter dinheiro suficiente para um recomeço, se torna um caçador de recompensas no Colorado, tentando capturar o assassino Ben Vandergroat (Robert Ryan) . Os esforços de Howard para prender Ben e conseguir a recompensa são comprometidos pela presença da devotada namorada de Ben, Lina Patch (Janet Leigh).

A Marca da Maldade (1958), de Orson Welles: Ao investigar um assassinato, Ramon Miguel Vargas (Charlton Heston), um chefe de polícia mexicano em lua-de-mel em uma pequena cidade da fronteira dos Estados Unidos com o México, entra em choque com Hank Quinlan (Orson Welles), um corrupto detetive americano que utiliza qualquer meio para deter o poder.

Sob o Domínio do Mal (1962), de John Frankenheimer: Após retornar como herói da Guerra da Coréia, Raymond Shaw (Laurence Harvey) e seu pelotão não conseguem se lembrar direito o que aconteceu para ele ter recebido tal condecoração. Bennett Marco (Frank Sinatra) e um outro soldado, que faziam parte do pelotão, começam a ter pesadelos horríveis sobre alguns acontecimentos vividos durante a guerra. Marco pesquisa sobre a vida atual de Shaw, e descobre que segredos horríveis podem estar guardados sob a memória perdida, inclusive de que Shaw pode estar sendo manipulado pelos seus inimigos através de uma perigosa lavagem cerebral.

Scaramouche (1952), de George Sidney: Maria Antonieta pede a seu primo Noel, marquês de Maynes, que descubra a identidade de Marcus Brutus, um panfleteiro que ataca com seus folhetos a decadente aristocracia. Logo se descobre que ele é Philippe de Valmorin, grande amigo do aventureiro André Moreau. Este tenta ajudá-lo a fugir mas não consegue impedir que Philippe seja morto pelo marquês em um duelo de floretes. Moreau nada pudera fazer, pois o marquês era tido então como o melhor espadachim da França. Só lhe resta fugir, se escondendo em uma companhia teatral, sob a máscara ridícula do cômico Scaramouche. Mas Moreau jurou vingança e se dedica a aperfeiçoar sua esgrima a fim de desafiar o marquês para um duelo mortal.

Houdini, o Homem Miraculoso (1953), de George Marshall: O filme narra a trajetória de Harry Houdini (Tony Curtis) desde quando se apresentava em parque de diversões, onde conheceu Bess (Janet Leigh) até se transformar no maior mágico de todos os tempos.

A Farra dos Malandros (1954), de Norman Taurog: Wally Cook (Janet Leigh) é uma repórter  que vai até  um pequeno lugarejo no Novo México, para levar Homer Flagg (Jerry Lewis), um jovem que trabalha na estação ferroviária, para Nova York com as despesas pagas, pois se acredita que Homer esteja morrendo vítima de radiação. Mas quando ela chega lá Steve Harris (Dean Martin), o médico de Homer, já constatou o erro e descobriu que ele nada tem. Entretanto, Homer quer conhecer Nova York e Steve se sente atraído por Wally. Assim, nada diz e afirma que tem de acompanhar Homer nos seus últimos dias de vida. Porém, em Nova York esta farsa fica cada vez mais difícil de ser sustentada.

Quatro Destinos (1949), de Mervyn LeRoy: Durante a Guerra Civil Americana, quatro irmãs e a mãe sobrevivem com dificuldades enquanto o pai delas serve com o exército confederado. A história narra como as irmãs cresceram, superaram tragédias, se apaixonaram e descobriram seu lugar no mundo.

Duas Vidas se Encontram (1949), de Don Hartman: Um pouco antes do Natal, Steve Mason (Robert Mitchum), um balconista de uma loja de departamentos, conhece Connie Ennis (Janet Leigh), uma cliente que na verdade é uma espiã comercial. Ele a desmascara mas a deixar ir, provocando sua demissão. Eles se encontram novamente e ele conhece Timmy (Gordon Gebert), o filho dela, que gosta deste novo amigo da sua mãe. Em contrapartida ele apenas suporta o noivo dela, Carl Davis (Wendell Corey), e vê-lo como padrasto não agrada o garoto. Connie não tem dinheiro para comprar um trem elétrico para seu filho como presente de natal, assim Steve compra o brinquedo para Timmy, mesmo pesando no seu orçamento. Esta gentileza gerará várias situações e tal comportamento é mal recebido por Carl, que vê imediatamente que Steve quer conquistar Connie.

Jejum de Amor (1955), de Richard Quine: As irmãs Sherwood chegam a Manhattan em busca da fama e fortuna. Eileen (Janet Leigh), é uma bonita mulher que quer ser atriz e Ruth (Betty Garrett) é uma solitária escritora em princípio de carreira. Quando o charmoso Robert Baker (Jack Lemmon) rejeita insultuosamente as pretensiosas tragédias românticas de Ruth, esta segue o seu conselho e decide escrever sobre o que de melhor conhece – o imenso poder da irmã sobre os homens. Os ciúmes secretos que Ruth tem de Eileen conduzem a uma teia de mentiras e de gargalhadas…

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Especialista em Cinema Clássico e Crítica Literária, é sobretudo uma curiosa. Fundadora do site Cinemaclássico, estuda o cinema desde 2002. Ama Charles Chaplin, Raj Kapoor e navega constantemente em filmes de todo o mundo.