Marilyn Monroe de A a Z

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Por Ricardo Steil

Autógrafo: Tão logo passou a ser conhecida no meio artístico, algo impressionante acontecia nos estúdios, toda a roupa íntima de Monroe desaparecia. Resultado: Marilyn passou a autografar cada peça sua para que ninguém mais a roubasse.

Bilhetinhos: A atriz era apaixonadíssima pelo seu primeiro marido — nisto, todos os seus biógrafos concordam —, apesar de ter-se levantado a tese de que ela casara simplesmente para não ter que ir embora com seus pais adotivos para outra cidade. Bem, mas se ela não o amasse realmente, porque colocava sempre bilhetinhos apaixonados com marcas de batom na lancheira de Jimmy?

Charlie Chaplin Jr.: No início de carreira — quando ainda fazia somente pontas — Marilyn conheceu Charles Chaplin Jr. Eles namoraram por algum tempo. O romance terminou quando o jovem Charles pegou-a na cama com seu irmão Sidney.

Marilyn com Charles Chaplin jr. e Lita Grey

Datas: 19/06/42: Casa-se pela primeira vez
27/05/49: O fotógrafo Tom Kelly faz as famosas fotos da atriz nua que futuramente estampariam um calendário
14/01/54: Casa-se com Joe Dimaggio na cidade de São Francisco
17/12/58: Sofre um aborto por excesso de trabalho. Estava esperando um filho de Arthur Miller

Ensaiadora: Para tornar-se uma estrela realmente, Marilyn teve como ensaiadora uma das melhores de Hollywood: Natasha Lytess. A jovem passou maus bocados na mão da mestra que fazia-a repetir gestos, treinar a voz e olhares. No final tudo deu certo, Natasha conseguiu fazer emergir de dentro da novata uma diva.

Farpas: Joan Crawford e Marilyn trocaram farpas uma com a outra. Segundo a lenda, Crawford desejava “algo a mais” com a loira — que jamais gostou de meninas. Ao dizer não a toda poderosa atriz, Joan ficou furiosa, mas, como Monroe já tinha conseguido sucesso em Hollywood não podia fazer nada contra a atriz. Nada, a não ser atacá-la na primeira oportunidade, o que ocorreu quando Marilyn recebeu o título de “A Mais Promissora Estrela de 1952” e, surgiu trajando um belíssimo vestido vermelho, que mais parecia estar colado ao corpo — deixando pouco para a imaginação do público. Em uma entrevista dias após o episódio, o jornalista Bob Thomas pergunta a Crawford o que ela achou de Monroe ter recebido o prêmio. Resposta: “Não tenho do que me queixar dos meus seios, mas não saio por aí jogando-os na cara das pessoas”. Marilyn detonou: “Sempre a admirei por ser uma mãe maravilhosa, adotando quatro crianças e levando-as para viver em uma bela casa. Quem melhor do que eu para reconhecer o que isto significa para um órfão”. Segundo comentários, Joan destruiu um belíssimo jogo de copos de cristal furiosa. Todos sabiam que, para poder trazer seus amantes a qualquer hora em casa, a atriz tinha enviado os filhos para bem longe dela.

Marilyn Monroe, Clark Gable e o colunista Sidney Skolsky

Gentlemen Prefer Blondes (Os Homens Preferem As Loiras): Para muitos, o momento máximo de Monroe como cantora acontece nesse filme, no qual ela canta “Diamond Are a Girl’s Best Friend” no palco do Café Chez Louis em Paris.

How Stanislavsky Directs: Este livro do autor Michael Gorchanov era o preferido da atriz. Segundo fontes: o mesmo estava na cabeceira da diva quando ocorreu o sinistro que tirou sua vida.

Inveja: Mesmo na época em que era apenas Norma Jean, a futura diva causava inveja entre as outras mulheres. Segundo sua primeira cunhada: “Ela era bonita demais. Nada podia fazer se as mulheres ficavam morrendo de inveja a ponto de querer estraçalhá-la!”

Jean Harlow: Marilyn amava de paixão Jean Harlow — a primeira loira platinada do cinema — assistiu a todos os seus filmes e, tinha no camarim uma foto da saudosa atriz junto ao espelho. Para Marilyn não houve outra atriz mais talentosa e elegante na tela. Sempre sonhou em ser ao menos uma atriz próxima do que Harlow fora um dia. Ironicamente, nos Estados Unidos, os autores contemporâneos tem o costume de referirem-se a Jean como “a percussora de Monroe” ou “um protótipo de Marilyn”.

Eartha Kitt e Marilyn Monroe

Loiríssima: Todos sabem, a divã não era uma loira original. Mas quem teve a idéia de que ela alterasse a cor dos seus cabelos foi sua primeira agente chamada Emmeline Snively.

Malvada: O clássico A Malvada (All About Eve, 1950) — que recebeu catorze indicações ao Oscar —, tem um brinde a mais: a presença de Monroe. Neste filme, ela interpreta Claudia Caswell. Você pode vê-la sendo levada para uma festa pelo ator George Sanders (que interpreta Addison De Witt), aqui é a primeira vez que a atriz aparece usando cabelos loiros.

Nigel Cawthorne: Escritor do polêmico A Vida Sexual dos Ídolos de Hollywood, dedica um capítulo todo para Marilyn Monroe chamado de A Mais Desejada de Todas: “…ela talvez tenha sido a mais desejada de todas. Se não foi,chegou perto. Marilyn Monroe morreu há quarenta anos, mas ainda povoa a imaginação masculina e intriga as mulheres”. A Vida Sexual dos Ídolos de Hollywood é item obrigatório de todo cinéfilo.

O Pecado Mora Ao Lado (The Seven Year Itch, 1955): Neste filme, Marilyn eternizou-se para todo o sempre. Mesmo, aqueles que não conhecem o trabalho da atriz, já viram a sacra imagem do seu vestido sendo levantado pela ventilação do metrô. O Pecado Mora Ao Lado, também marca outro fato importante na vida da atriz, o fim do seu casamento — durante as filmagens — com o jogador de baseball Joe DiMaggio.

Papéis: Marilyn guardava com carinho a recordação de duas personagens que interpretou, a saber: Angela Phinlay em Segredo das Jóias (The Asphalt Jungle, 1950) e Nell Forbes em Almas Desesperadas (Don’t Brother To Knock, 1952). Também confessou que se pudesse voltar no tempo, jamais teria interpretado Amanda Dell em Adorável Pecadora (Let’s Make Love, 1960)

Quarenta e sete: Devido ao bloqueio emocional, Marilyn se viu em maus lençóis enquanto gravava Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959). Sua personagem Sugar Kane, vocalista da banda de Sweet Sue (Joan Shawlee), precisava dizer: “It’s Sugar, me”, todavia, nervosa ela confundia direto a frase, geralmente “Sugar, it’s me” ou gaguejava. Depois de trinta tomadas, o diretor Billy Wilder estava furiosíssimo com a atriz. Levantou e escreveu em uma lousa a sentença correta. No fim, quarenta e sete tomadas depois, Marilyn disse a frase correta.

Recorde: Mas o recorde de tomadas feitas por Marilyn no mesmo filme (Quanto Mais Quente Melhor) é de cinqüenta e nove vezes. Isto ocorre quando ela abre diversas gavetas e diz “Where’s the bourbon”. O quadro negro não resolveu desta vez. O diretor então utilizou outra estratégia, colocou dentro da gaveta exata a frase que precisava ser dita. Nervosa, Marilyn não acertava a gaveta. Furioso Billy Wilder colocou em cada gaveta um papel escrito “Where’s the Bourbon”. No fim tudo deu certo.

Sexo: Conforme Nigel Cawthorne a vida sexual de Monroe iniciou-se muito cedo: “ela disse sem maiores explicações, que sua primeira experiência havia sido aos sete anos. Aos nove, foi molestada no orfanato. O marido de sua mãe adotiva, Grace Goddard, tentou violentá-la durante uma bebedeira. Um policial a teria estuprado na adolescência. Marilyn disse à sua empregada, Lena Pepitone, ter tido um bebê que Grace entregara para adoção”.

Telefone: O modo que Marilyn foi encontrada até hoje é discutido. Existem inúmeras versões, documentos sumiram do caso e, muitos amigos da atriz — morreram em circunstâncias suspeitas. Essas mortes até hoje também não foram muito explicadas. Na versão oficial: Monroe foi encontrada na sua cama, deitada nua e com o fone do aparelho telefônico em uma de suas mãos, na tentativa de pedir socorro.

Um Lugar Inesquecível: Quando indagada sobre tal, Marilyn sempre afirmava ser a Coréia.

Virgindade: Apesar de em inúmeras entrevistas ao longo da sua carreira, Marilyn insistir que sofrera violência sexual quando menina, seu primeiro marido (Jimmy Dougherty) mais de uma vez, disse que ela chegara ao casamento — isto com 16 anos — virgem e, que tudo teria sido apenas um golpe de publicidade, visto Monroe passar uma imagem lasciva que vendia e muito.

Xis: Marilyn tinha o costume de fazer com o batom um “xis” nas fotos que ela não considerava boas. Estes deram um toque todo especial nas mesmas, quando foram expostas tempo atrás.

Zsa Zsa Gabor: Lendária atriz húngara esposa de Jonhy Hyde que, ao descobrir que seu esposo estava apaixonado por Monroe disse-lhe com todas as letras: “Você está proibido de ver esta mulher”.

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