Casei-me com um Morto (1950)

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Dirigido por Mitchell Leisen (A Porta de Ouro e Lembra-te Daquela Noite), traz Stanwick no papel de Helen Ferguson, uma mulher grávida que é abandonada pelo namorado, o mal caráter Stephen (Lyle Bettger). Dispensando-a, Stephen lhe dá dinheiro e uma passagem de trem. Durante a viagem ela conhece o simpático casal Harkness, que viaja de volta para casa. A esposa está grávida e vai conhecer a família pela primeira vez. Fazendo amizade com o casal, Helen prova o anel de Patrice Harknes (Phyllis Thaxter) quando o trem em que viajam descarrilha. Helen acorda em um hospital, e todos pensam que ela é Patrice Harknes. À princípio ela pensa em negar, mas percebendo se tratar de uma boa família decide manter a farsa.

Helen é aceita como uma filha e logo passa a ser a querida dos “sogros” e do cunhado Will (John Lund), que logo se apaixona por ela. Como ela nunca conhecera o amor de fato, sente-se totalmente acolhida por todos e pensa viver um dos momentos mais tranquilos de sua vida. Até que ela recebe um bilhete anônimo e sua vida começa a mudar. Stephen a encontra, finalmente, e começa a chantageá-la para receber dinheiro da abastada família.

Narrado em flashbacks, No Man of Her Own foi inspirado no livro Married a Dead Man, lançado por Cornell Woolrich em 1948. O livro ainda seria adaptado para as telas duas outras vezes, em 1982 (J’ai Épousé une Ombre) e em 1996, em forma de comédia (Mrs. Winterbourne). O final é bem surpreendente e acaba configurando-o mais como um melodrama do que como um noir, embora possua características de ambos os movimentos.

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