Obras Primas do Cinema lança Volume 2 da Sessão Anos 80! E nós já conferimos

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Acredite: O Segundo volume de coletânea de filmes dos anos 80 ainda é melhor que o primeiro!

Já havia comentado nesta matéria sobre o primeiro volume lançado pela Obras Primas do Cinema. Nele, quatro filmes que fizeram a alegria das tardes de muitos nos anos 80. Mas a segunda edição se superou, trazendo filmes maravilhosos. O blog Anos Perdidos tirou algumas fotos dessa segunda edição e vale a pena conferir clicando aqui. Agora vamos ver quais filmes estão presentes:

Sem Licença para Dirigir (License to Drive, 1988), de Greg Beeman

Corey Haim era o queridinho das meninas na década de 80, e esse foi apenas um dos filmes dele de maior sucesso. Ainda mais, que atua ao lado de Corey Feldman, parceiro e amigo de muitos filmes. Ele interpreta um garoto de 16 anos, com uma família maravilhosa, prestes a tirar sua carteira de habilitação. Para um adolescente isso significa muito, a liberdade para ir e vir, livrar-se da prisão que é o ônibus escolar e, conseguir garotas. Apesar de muito inteligente e ágil, alguma coisa não dá certo.

Ele fica nervoso e é reprovado no teste escrito. Um erro no sistema faz com que Les passe para o teste prático, onde passa e recebe a carteira. Mas aí começa seu pesadelo: o sistema volta ao normal e descobrem que ele na verdade não passou. E agora? Como dizer a verdade para seus amigos, para sua família? Como lidar com o fracasso, ainda mais quando justamente nesse dia ele consegue um convite para sair com a garota de seus sonhos?

Um Salto Para a Felicidade (Overboard, 1987), de Garry Marshall

Joanna é uma mulher frustrada mas milionária. Passa a vida a atormentar a todos que a rodam, desde funcionários até o marido, igualmente fútil. Uma dessas pessoas humilhadas por ela é o marceneiro Dean, que após executar um trabalho no iate da ricaça, é expulso por lá por ela não gostar do resultado final. Só que as coisas mudam de lugar quando Joanna sofre um acidente, cai do iate e perde a memória. O marido resolve deixa-la à sua sorte e aproveitar melhor a vida. E Dean resolve se vingar, levando-a para sua humilde casa, dizendo-a que ela é sua esposa e tem quatro filhos. Joanna enlouquecerá tentando se adaptar à vida de pobre.

Uma das coisas bacanas de rever filmes da década de 80 é achar atores clássicos perdidos no elenco. Neste é Roddy McDowall, um rosto imensamente conhecido na infância, quando fez filmes como Lassie, mas que neste aqui faz uma ponta como um dos empregados. Kurt Russell e a Goldie Hawn tinham uma química incrível, tanto que funcionam também fora das telas, sendo casados até hoje. A história é meio nonsense, até politicamente incorreta, mas deliciosa, permitam-me dizer. Dean, apesar de seus modos grossos, consegue fazer uma reprogramação total em Joanna em apenas dois meses, transformando-a em uma pessoa melhor e ao mesmo tempo conseguindo o milagre de também melhorar a si e aos filhos. O feitiço vira contra o feiticeiro. Ótimo filme com um final fofinho, vai.

Digam o Que Quiserem (Say Anything…, 1989), de Cameron Crowe

O filme começa com um período também crucial na vida de todo jovem: o término da escola e início da vida adulta. E todos parecem já ter escolhido seu rumo, menos Lloyd. Apesar de não saber se cede à pressão da sociedade ou segue seus sonhos, Lloyd parece ser o personagem mais calmo de todo o filme. Ele tem uma grande paixão: Diane, a garota mais inteligente da escola. E apesar de suas duas amigas dizerem que ele não chega aos pés dela, Lloyd vai atrás de Diane, e consegue se tornar seu namorado. O namoro, porém, está em perigo, já que o pai da garota tem outros planos para ela: fazer com que Diane siga seus estudos na Inglaterra.

Trazendo no elenco, John Cusack, Ione Skye e John Mahoney como seu pai, traz ainda uma pequena mas valiosa participação: Joan Cusack, linda, linda, fazendo a irmã de seu próprio irmão na vida real. O filme traz a grata surpresa de todos terem dúvidas mas apenas um reconhecer isso. E de como vidas e famílias cor de rosa nem sempre são o que parecem ser. Eu tinha uma particular antipatia por este filme, mas revendo-o percebo aspectos que o tornam espetacular: a mensagem de seguir seus sonhos apesar do medo, de ser sempre sincero no que diz, construindo relações baseadas na confiança mútua e de que o fim de um ciclo não é o final da vida: é o início de um novo.

A Primeira Transa de Jonathan (Mischief, 1985), de Mel Damski

O filme se passa na década de 50, mais precisamente em 1956 e conta a história de Jonathan. Ele é um adolescente que tem uma fixação em sexo, colecionando revistinhas e olhando sempre que pode, o corpo de suas colegas de escola. Ele gosta, sobretudo, de sua vizinha, mas parece não ter forças o suficiente para chegar até ela. A chegada de Gene, um jovem transgressor, em sua cidade, mudará sua vida. Os dois se transformam em grandes amigos, e Gene vai lhe dar todas as dicas para que ele chegue em sua amada.

O título em português desse filme é uma tristeza. Fico pensando em quem teve a ideia disso, já que o filme não é só isso. Traz citações diretas de Juventude Transviada, mostrando até um trecho do filme, e uma espécie de homenagem a James Dean, através do personagem Gene. Ele, apesar de aparentar ser descolado, é uma figura sensível e que tem seus problemas pessoais e indissolúveis com o pai. Talvez o personagem mais irritante seja o Jonathan, que nessa ânsia de possuir uma mulher, esquece de valorizar qualquer uma que seja, e ainda se vitimiza quando sua amada o troca por outro. O Gene e a Bunny acabam formando um casal e personagens bem mais carismáticos.  Mesmo assim vale a pena uma conferida nesse rico filme estrelado por Doug McKeon, Chris Nash, Catherine Mary Stewart e Kelly Preston.

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