10 Melhores Filmes de Charles Chaplin

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Fizemos uma pequena lista com os melhores filmes de Charles Chaplin. O ator de cinema mudo é sinônimo de cinema e sua história se confunde com a arte que ajudou a crescer. Nascido em Londres iniciou a carreira no teatro de variedades.

Contratado por Mack Sennett notabilizou-se pela criação de seu personagem vagabundo. No entanto, ele foi influenciado pelos grandes mestres do teatro e por Max Linder (que considerava seu mestre), utilizou-se da pantomina como ninguém e influenciou cineastas de todo o mundo como o diretor italiano Federico Fellini, Peter Sellers e o diretor americano Woody Allen. Além disso, a sua carreira durou 75 anos e trouxe ao mundo obras primas como estas que citamos abaixo.

Porque Charles Chaplin é considerado o maior ator do cinema mudo?

O ator inglês veio para a América ainda jovem. Lá iniciou uma carreira de sucesso fazendo filmes mudos e revolucionou a história do cinema. Ele se tornou um dos maiores nomes da história do cinema mundial e trabalhou entra as décadas de 1910 a 1960. Confesso que é difícil fazer essa lista de melhores filmes de Charles Chaplin, entretanto, vamos a ela:

Confira a lista com 10 grandes filmes de Charles Chaplin

Luzes da Cidade
Luzes da Cidade – City Light (1931): Chaplin demorou anos para finalizar este filme onde atua ao lado de Virginia Cherrill. O motivo foi a cena em que a moça cega o confunde com um milionário. Atrasos e brigas com a atriz principal também fizeram atrasar o cronograma. Lançado quando os filmes já eram falados, foi duramente criticado pelos progressistas que o acusavam de não se modernizar. Mas o tempo foi justo e transformou este em um de seus maiores clássicos.
Luzes da Ribalta
Luzes da Ribalta – Limelight (1952): Quando Chaplin resolveu falar trouxe toda a sua filosofia e amargura neste filme que conta ainda com a presença de Claire Bloom (como a bailarina que tenta o suicídio) e o grande comediante Buster Keaton.
Tempos Modernos
Tempos Modernos – Modern Times (1936): Chaplin atuou ao lado de sua esposa Paulette Goddard numa crítica ao capitalismo e às produções em massa, que faziam o homem sentir-se pequeno diante das injustiças.  Em um dos finais mais belos do cinema, Chaplin revisita a estrada, mas desta vez sorrindo e acompanhado.
Monsieur Verdoux
Monsieur Verdoux (1947): Aqui temos um Chaplin ácido, que esquece o vagabundo e assume a personalidade de Verdoux, um barba azul que casa-se com as mulheres para tomar seu dinheiro e mata-las. Martha Raye rouba todas as cenas em que atua ao lado de Chaplin. No final, o vagabundo parece ainda surgir, com seu caminhar cambaleante.
Idílio Campestre
Idílio Campestre – Sunnyside (1919): Um dos filmes mais subestimados de Chaplin, traz o ator como um jovem apaixonado pela bela Edna Purviance. Os dois estão belíssimos e o filme mescla sonho e realidade, em cenas quase surreais.
O Circo
O Circo – The Circus (1928): Um dos filmes mais doces do mestre, traz Merna Kennedy como a doce trapezista por quem ele se apaixona. Esse foi um período bem turbulento da vida do ator, que perdeu sua mãe, estava em processo de separação e perdeu muitos cenários de seu filme em um incêndio.
Em Busca do Ouro
Em Busca do Ouro – The Gold Rush (1925): Segundo Chaplin, este foi seu melhor filme. Neste filme, o vagabundo vai tentar a sorte em Klondike, no Alasca, na “febre do ouro” em 1898, em busca da riqueza e felicidade. Ao seu lado atuam seus velhos companheiros como Mack Swain e Henry Bergman. A mocinha escolhida foi Georgia Hale, em substituição a Lita Gray, que durante as filmagens engravidou do astro. O filme traz a famosa dança dos pãezinhos.
O Grande Ditador
O Grande Ditador – The Great Dictator (1940): Novamente ao lado de Paulette Goddard, o ator surge com dois personagens: o barbeiro judeu que é confundido com o ditador e toma o seu lugar. O ator disse certa vez que se soubesse os abusos cometidos durante a guerra não teria feito uma comédia em cima de um assunto tão complexo.
O Imigrante
O Imigrante – The Immigrant (1917): Com Edna Purviance, traz um lindo conto de amor de dois imigrantes que se conhecem e se apaixonam na América. Talvez o mais poético dos filmes chaplinianos.
O Garoto
O Garoto – The Kid (1921): Jackie Coogan surge como o garoto adotado por Carlitos, em um filme que mescla o drama com a comédia, confundindo inicialmente os fãs do vagabundo. Segundo Chaplin, Coogan foi o melhor ator que ele dirigiu. Edna Purviance, sua parceira em tantos filmes, faz aqui sua despedida como mãe do garoto. Posteriormente ele a iria dirigir em um filme solo. Acima de tudo, um filme sobre amor.

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