Os Melhores Filmes de Irene Dunne

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Irene Dunne é uma daquelas atrizes que foram amadas mas não receberam o devido reconhecimento. Esta americana nasceu em 20 de dezembro de 1898 em Louisville. Sua formação era de professora, mas ela gostava muito dos palcos e resolveu investir na carreira de cinema. Frequentou a Academia de Música de Chicago e, em 1920, estreou no teatro naquela cidade.

Dois anos mais tarde ela estava em Nova Iorque na peça The Climbing Vine. De lá foi um passo para chegar à Broadway em espetáculos como Lucky Girl e She’s My Baby. Depois de excursionar com Florence Ziegfeld em Showboat. Estreou nas telas em Leathernecking (1930). Infelizmente ele faz parte dos filmes perdidos. Encontrei dele apenas fotos como esta abaixo.

Ken Murray, Irene Dunne, Ned Sparks em Leathernecking (1930)

As comédias em que participava faziam dela uma atriz bastante do público. Ela chegou a ser indicada 5 vezes ao Oscar, sem ganhar uma só vez. Acabou sendo apelidada de “a melhor atriz a não ganhar o Oscar”. Mas lembremos que ela não era a única. Muitas como Barbara Stanwyck, Kirk Douglas e Glenn Close engordam essa lista. Fiz até uma listinha dos injustiçados neste link aqui, e claro que Irene está no meio.

O que importa mesmo é que ela fez uma brilhante carreira, e ainda era uma excelente cantora, dando uma palhinha em muitos filmes como este abaixo:

Irene casou-se uma única vez, com o dentista Francis Griffin, adotando uma filha e vivendo com ele até o seu falecimento, em 1965. Em 1957 se aposentou das telas mas deixou um grande tesouro para revermos sempre. Irene Dunne faleceu aos 91 anos de causas naturais. Fiz agora uma listinha, que é bem pessoal, de alguns de seus melhores filmes. Ela fez excelentes pares com Charles Boyer e Cary Grant, então eles estarão presentes em alguns dos filmes. Confira:

A Esquina do Pecado (Back Street, 1932), de John M. Stahl: Ray Schmith (Irene) conhece e se apaixona por Walter (John Boles), mas uma série de contratempos fará com que o casal não se encontre. Cinco anos depois eles se reencontram, mas ele já está casado com outra. O filme é tristemente lindo. O filme teve uma refilmagem em 1941 trazendo Charles Boyer e Margaret Sullavan nos papéis principais.
Sublime Obsessão (Magnificent Obsession, 1935), de John M. Stahl: Robert Merrick (Robert Taylor) é um homem que tem muitas posses e vive como deseja. Por causa de uma de suas inconsequências, um homem morre. Diante do fato ele irá tentar mudar e ser um novo homem. O destino faz também com que ele se apaixone pela viuva do senhor morto.
Cupido é Moleque Teimoso (The Awful Truth, 1937), de Leo McCarey: Lucy (Irene) e Jerry (Cary Grant) vivem felizes até que começam a duvidar da fidelidade de ambos. Eles decidem se separar, mas acabam o tempo todo arrumando pretextos para se reencontrarem.
Noite de Pecado (When Tomorrow Comes, 1939), de John M. Stahl: Helen (Irenne) é uma garçonete que se apaixona por um misterioso francês (Charles Boyer). O que ela não sabe é que ele é casado e impossibilitado de pedir a separação. Leia mais aqui.
Duas Vidas (Love Affair, 1939): Michel (Charles Boyer) e Terry se apaixonam durante um cruzeiro. Os dois iniciam um caso de amor e decidem se encontrar seis meses depois, tempo necessário para resolverem seus problemas pessoais. Mas eles irão se lembrar do encontro? O filme foi refilmado em 1957 com o título de Tarde Demais para Esquecer e trazendo Deborah Kerr e Cary Grant nos papéis principais. Há ainda uma versão de 1994 sob o título de Segredos do Coração (1994).
Minha Esposa Favorita (My Favorite Wife, 1940): Esse é um dos filmes que também teve várias refilmagens, uma das quais ficou famosa por não ter sido feito devido à demissão de Marilyn Monroe. Minha Esposa Favorita conta a história de um homem que pensa que sua esposa morreu em um naufrágio. Sete anos depois ele já está noivo e outra mulher quando Ellen (Irene) surge bem no dia do casamento. E pra piorar ele sabe que ela passou esse tempo todo ao lado de um bonito e charmoso homem (Randolph Scott). E agora?
Serenata Prateada (Penny Serenade), de George Stevens: Esse é um romance dramático protagonizado por Irene e Cary. Julie se apaixona por um jornalista e logo se casam. Ela tem problemas de fertilidade e o casal resolve adotar uma garotinha. Assista se quiser chorar.
Dois no Céu (A Guy Named Joe, 1943), de Victor Fleming: Após morrer durante uma missão, o piloto Pete (Spencer Tracy) volta à terra para proteger seus amigos da frota. Só que um dos soldados se apaixona pela namorada de Pete, Dorinda (Irene Dunne). Este filme também teve uma refilmagem chamada Além da Eternidade (1989), que é mais marcado por ter sido o último de Audrey Hepburn.
…E o amor voltou (Together Again, 1944), de Charles Vidor: Esse é um dos meus preferidos dela. Irene interpreta Anne Crandall, uma viúva de um prefeito muito amado por todos. Anne vai para a cidade atrás de um escultor que refaça a estátua em homenagem ao marido. Esse escultor é um charmoso francês que vocês já adivinham quem era (Charles Boyer).
Anna e o Rei do Sião (Anna and the King of Siam, 1946), de : John Cromwell: Anna (Irene) é uma tutora que é designada a educar os filhos do rei de Sião. Ela entra em choque com a cultura local, mas aos poucos vai ganhando a confiança do rei (Rex Harrison).

 

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Formada em Letras, Design e Especialista em Estudos cinematográficos. É sobretudo uma curiosa sobre a sétima arte. Fundadora do site Cinemaclássico, estuda cinema desde 2002. Ama Charles Chaplin, Raj Kapoor e navega constantemente em filmes de todo o mundo.