Boing Boing (1965)

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Jerry Lewis e Tony Curtis eram amigos há bastante tempo e faziam parte da mesma turminha. Para vocês terem ideia, Lewis chegou a ser testemunha do casamento de Tony com Janet Leigh em 4 de junho de 1951.

Bem, ele era amigo de ambos e a separação do casal magia de Hollywood (naquela época), não abalou a amizade entre os três. Jerry trabalhou com Leigh três vezes. Com Tony ele trabalharia apenas uma, em Boing Boing, comédia lançada em 1965. Opa, ia me esquecendo, eles fizeram muitos filmes caseiros e existia até uma espécie de “Oscar” que Jerry organizava com os filmes caseiros que eles mesmos produziam.

Mas vamos à Boing Boing (1965). Podemos considerar Boing Boing uma comédia maluca sobre Bernard Lawrence (Curtis), um sujeito que parece não ter mais nada a fazer do que organizar sua agenda e adequá-la às três namoradas aeromoças que tem. Enquanto duas rodam o mundo, ele corre com a que está presente. Quem também corre é Bertha (Thelma Ritter), sua empregada que está à beira de um colapso nervoso.

A chegada de Robert Reed (Lewis), um amigo sem noção que não foi chamado e ainda obriga Bernard a hospedá-lo só faz piorar tudo. Robert envolve-se com a tensão e acaba virando uma espécie de cúmplice aproveitador, já que acaba também se envolvendo com uma das meninas.

A grande surpresa desse filme é que, ao contrário do que estamos acostumados, não é Jerry Lewis o protagonista do filme. Ele surge apenas depois de um tempo e permanece como coadjuvante das aventuras do amigo. É Tony Curtis quem corre desesperado tentando manipular seus relacionamentos loucos.

E sabe o que é mais interessante ainda? Somente as mulheres parecem trabalhar no filme. Elas são as aeromoças, as belas Dany Saval, Christiane Schmidtmer e Suzanna Leigh, ou então a faz-tudo Bertha. O trabalho dos rapazes é “apenas” tentar driblar a agenda que volta e meia muda e faz eles ficarem perdidos.

Outro ponto interessante é que Jerry Lewis não aparece como o personagem que ele criara em filmes anteriores e explorado ao máximo nas comédias dirigidas por Frank Tashlin. Ele incorpora um personagem num tom mais sério e cínico, já que apesar do discurso e de tentar ajudar o amigo, deseja mesmo é tomar as garotas para ele. Gosto desse filme. É daqueles para passar o tempo e não pensar muito mais depois.

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