Melhores Filmes de Joseph Cotten

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Joseph Cheshire Cotten Jr. nasceu em 15 de maio de 1905, no Petersburgo, EUA. O futuro ator começou a trabalhar como jogador de futebol, olha só. Depois com marketing e começou a escrever sobre peças de teatro antes de adentrar de uma vez no universo cinematográfico.

Já em Nova York, trabalhou na Broadway . Dentre seus trabalhos de maior sucesso na Broadway estava Núpcias de Escândalo (1940),onde ele interpretava o ex-marido de Katharine Hepburn. Porém, quando a versão foi para as telas, os produtores preferiram Cary Grant.

A rádio permitiu que ele fizesse amizade com Orson Welles e chegasse a fazer alguns trabalhos com ele, inclusive a estreia de Welles na direção, com o curta Too Much Johnson (1938). Esse trabalho de Welles foi considerado perdido até 2013. Acharam e você pode encontrá-lo no youtube hoje em dia.

Ele esteve com Welles também em seu maior sucesso, Cidadão Kane (1941), e em outros dirigidos pelo difícil diretor. Cotten sempre foi um ator versátil, bastante admirado pelos colegas e cinéfilos. Ele era capaz de interpretar os mais diversos gêneros, foi constantemente ignorado pela Academia. O único prêmio que ganhou foi o de melhor ator em Cannes, por O Retrato de Jennie (1948).

Após sofrer um ataque cardíaco e derrame em 1981, ele passou anos realizando terapias, mas sem grandes evoluções, embora continuasse a trabalhar. Ele e Welles foram amigos até o final da vida do diretor, em 1985. Cotten faleceu aos 88 anos em 6 de fevereiro de 1994.

Em cinco décadas de carreira o ator foi creditado em cerca de 132 produções. Portanto, tarefa difícil escolher apenas algumas. Caso você não conheça a carreira desse ator, vale a pena conferir essa pequena lista de indicações. E caso você ache que há alguma que deve estar aqui, me indica! Talvez eu não tenha visto ou deixado passar batido. No mais, bons filmes:

Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941), de Orson Welles: O filme mostra a história do jovem ambicioso que se torna uma das pessoas mais ricas e influentes da América.   Inspirado na vida do milionário William Randolph Hearst.

Soberba (The Magnificent Ambersons, 1942), de Orson Welles: O filme mostra a evolução da família Amberson ao longo dos anos, desde o final do século XIX. Eles tem que lidar com as transformações no mundo e neles mesmos.

Sombra de uma Dúvida (Shadow of a Doubt, 1943), de Alfred Hitchcock: Charlie é uma garota cheia de sonhos e que vive com sua família em uma pequena cidade. Após a visita do seu tio, que por acaso tem o mesmo nome dela, começa a desconfiar que ele não é tão bom como aparenta ser.

À Meia Luz (Gaslight , 1944), de George Cukor: Charles Boyer é o marido manipulador que tenta convencer sua esposa (Ingrid Bergman) de que ela está ficando louca.

Duelo Ao Sol (Duel in the Sun, 1946), de King Vidor, David O. Selznick e William Dieterle. Um barão do gado reina em uma grande fazenda do Texas. Bastante preconceituoso, deixa que uma mestiça india more lá. Seus filhos logo se interessam pela mulher, que poderá levá-los à perdição.

Ambiciosa (The Farmer’s Daughter, 1947), de H.C. Potter: O filme de 1947 traz um tema forte, explora a podridão que é a política, o jogo sujo e o preconceito com as mulheres. Detestei o título em português que é “Ambiciosa”, pois ele não condiz com a história ou o caráter da protagonista, tão bem representada por Loretta Young. Foi um Oscar mais do que merecido. Destaque também para a amada Ethel Barrymore e Charles Bickford.

O Retrato de Jennie (Portrait of Jennie, 1948), de William Dieterle: Eben Adams  é um solitário pintor que de tempos em tempos recebe a visita de uma garota, que logo se torna uma bela mulher.

O Terceiro Homem (The Third Man, 1949), de Carol Reed: Um escritor americano parte para Viana. Lá chegando descobre que seu amigo Harry foi morto misteriosamente. Ele começa a investigar o caso de perto.

A Filha de Satanás (Beyond the Forest, 1949), de King Vidor: Rosa não ama seu marido, Louis (Joseph Cotten), e sim Neil Latimer (David Brian), um empresário de Chicago, pois não suporta as limitações da sua condição sócio-econômica. Bette Davis num de seus papéis mais marcantes embora a atriz não tenha gostado de atuar nele.

Torrente de Paixão (Niagara, 1953), de Henry Hathaway: Rose e o marido estão passando por uma grande crise no casamento. Os dois viajam de férias para Niagara e lá conhecem outro casal que acabará se envolvendo em uma terrível trama.

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