Sinfonia Prateada (Has Anybody Seen My Gal, 1952)

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Confesse, quando você lembra de Douglas Sirk só vem à cabeça dos dramas e novelões que ele fazia. Se você nunca ouviu falar desse diretor, eu explico rapidinho. Sirk nasceu na Alemanha mas veio para a América por causa do nazismo. Ele já era diretor lá, e continuou a fazer filmes nos Estados Unidos e até de maior sucesso. Logo ele parecia entender mais os americanos do que eles mesmos, ao descrever seus costumes (por vezes prejudiciais) e hipocrisias nas telas.

Ganhou fama de diretor de filmes melodramáticos, familiares e que traziam problemas que eram resolvidos no final. Isso lotava os cinemas, mas fazia com que os críticos virassem o nariz para ele. Foi preciso que a turma da nouvelle vague e a revista Cahiers du Cinéma reconhecesse seu valor.

Fiz toda essa introdução porque Sirk não fez somente melodramas. Ele também fez comédias e noir. E Sinfonia Prateada é feita para aqueles momentos que você quer apenas sentar em sua poltrona e relaxar com um filme totalmente leve. E ainda ver duas belezas que eram Rock Hudson e Piper Laurier. E de um ator que logo mais se tornaria uma lenda: James Dean em uma curtíssima participação. Na verdade ele fala apenas uma frase pedindo um sorvete.

Mas vamos à sinopse. Samuel Fulton (Charles Coburn) é um senhor que pensa que já está morrendo. Milionário, vive cercado de médicos e de pessoas sempre dispostas a segui-lo. Mas é solitário. Ele vive sozinho porque décadas atrás uma moça preferiu namorar outro rapaz a ele. Com isso, Samuel foi embora e fez sua fortuna. Pensando que está nas últimas, quer deixar todo o seu dinheiro para a família de seu grande amor. Pois para ele, ela era a responsável por ele ser rico. O que ele faz?

Volta à cidade onde nasceu e lá encontra a filha de sua amada, já casada com um farmacêutico. Ela tem duas simpáticas filhas, Millicent (Piper Laurie) e Roberta (Gigi Perreau). Millicent é apaixonada por Dan Stebbins (Rock Hudson), mas sua mãe quer sair da pobreza de todo jeito, e a empurra para um rapaz sem caráter porém rico. Com tudo isso, Samuel, sem cerimônia alguma, passa a morar com a família, trabalhar na farmácia e a se meter na vida de todos eles. E sua presença acaba sendo benéfica para todos, inclusive ele.

O technicolor, os figurinos da década de 20 primorosos, a dança, a leveza com certeza são bons motivos para você ver. Muitos conhecem esse filme por ter uma pequeníssima participação de James Dean (uma frase apenas), mas é Charles Coburn, um ator de minha mais alta estima, que brilha.

Sinfonia Prateada está sendo lançado em dvd pela Classicline. E você poderá adquirir o mesmo clicando na imagem abaixo:

 

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